fbpx

Banidos, cinzeiros de bares e restaurantes vão virar obras de artistas famosos

Peças malditas que servem de prova de que por ali passaram fumantes e que podem render multas pela lei antifumo, os cinzeiros de restaurantes badalados como Fasano, Ecco, Dressing, A Figueira Rubaiyat e D.O.M. saíram do lixo e foram parar nas mãos de artistas plásticos, fotógrafos e até estilistas, que querem transformá-los em obras de arte de antiquários.

Doados também por bares como o Sonique, os cinzeiros serão vendidos, e o dinheiro arrecadado será revertido à Fundação do Câncer, diz a agência de publicidade Loducca, mentora do projeto.
Batizado de “Era uma vez um cinzeiro”, o projeto caiu nos ateliês de Vik Muniz, Alexandre Herchcovitch e Bob Wolfenson, entre uma dúzia de outros artistas.

Os cinzeiros começaram a ser recolhidos na sexta, dia em que a lei antifumo entrou em vigor, e devem ser enviados aos artistas nesta semana.

Querido nas altas rodas de Nova York, onde mora há mais de 20 anos, o artista plástico Vik Muniz, que até há pouco estava com uma exposição no Masp, fará uma obra com os cinzeiros doados pelo restaurante Fasano. Ela ficará exposta e à venda no local.

Outro famoso, o fotógrafo Bob Wolfenson diz que nunca ligou para o cigarro dos outros, mas que o fumo o incomodava nos bares.
Autor: Reportagem Local
OBID Fonte: Folha de São Paulo