Parque Belém na luta para prevenção ao uso do crack

Entre cinco e seis pessoas morrem por dia, direta ou indiretamente, por causa do crack. Para conter esse problema, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) inaugurou ontem uma ala para tratamento de dependência química no Hospital Parque Belém, em Porto Alegre. Serão 34 leitos, dos quais 17 já estão em funcionamento e o restante entrará em operação nos próximos dois meses. O investimento do governo chegou a R$ 300 mil para a reforma de duas unidades para usuários de álcool e drogas, em especial o crack. A instituição já possuía 22 leitos para essa assistência.

Os atendimentos no Parque Belém serão prestados via encaminhamento de postos. O trabalho envolverá, primeiramente, desintoxicação. “Também vamos proporcionar tratamento, que envolve questões como depressão e transtorno de humor”, relatou a psicóloga do Centro de Dependência Química do hospital, Adriana Froener. Em média, o tratamento dura cerca de 30 dias.

Segundo o secretário Osmar Terra, até o final do ano, serão investidos R$ 30 milhões em comunidades terapêuticas e leitos para o tratamento de dependência química. “O crack está ocupando o espaço do alcoolismo”, revelou Terra, observando que a droga atinge hoje 0,5% da população gaúcha. As famílias dos pacientes também serão atendidas.

* Título alterado pelo portal OBID.
Autor: Editoria Geral
OBID Fonte: Correio do Povo