Diminui número de mulheres que fumam

Um estudo realizado pela Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, mostra que o número de mulheres fumantes em Fortaleza diminuiu nos últimos três anos. Em 2006, 13,6% delas se enquadravam nesse perfil. No ano seguinte, esse índice caiu para 10,3% e, em 2008, as mulheres que fumam responderam por 7,3%.

Um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) mostra que 35% dos homens brasileiros fumam, sendo classificados em terceiro lugar, juntamente com Paquistão, Alemanha e Egito. Já as mulheres brasileiras estão inclusas no grupo das que mais fumam no mundo, juntamente com Alemanha, Espanha e Quênia.

Entre os jovens, as mulheres também estão se igualando aos homens. Uma pesquisa de âmbito nacional revelou que o índice de meninos entre 14 e 18 anos fumantes é de 8,6%, enquanto as adolescentes somam 6,7%. Entre os fatores para a influência desse hábito, estariam a mídia e a venda de cigarros com acessórios femininos.

O oncologista Ronaldo Ribeiro, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador de pesquisas do Hospital do Câncer, lembra que a população brasileira está envelhecendo e que as doenças causados pelo tabaco, a exemplo do câncer de pulmão, afetam principalmente pessoas com mais de 60 anos. Por essa razão, ele reflete sobre a prevenção.

Ainda segundo Ronaldo Ribeiro, o câncer que mata mais no mundo é o de pulmão, tanto no homem quanto na mulher. O oncologista destaca que o cigarro também influência no surgimento de outros tipos de câncer, como de boca, laringe, faringe, pâncreas e colo de útero.

A promotora de eventos Gisele da Costa Santos começou a fumar com 14 anos. Ela confessa que foi influenciada pelos amigos e que o cigarro virou um hábito, principalmente quando aliado à bebida. Hoje, Gisele tem 29 anos e está sem fumar há três meses. “Está sendo muito difícil, sei que sou viciada em nicotina, mas tive que parar, pois pensei na minha saúde. Eu estava muito cansada, não tinha força para nada e vivia com falta de ar”, relata.

O médico Ronaldo Ribeiro lembra que mulheres que são fumantes têm dificuldades durante a gestação, prejudicando no ganho de peso do bebê, na circulação do feto e diminuindo o aporte de nutrientes. “O fato da mãe ser fumante já atribui um fator de risco ao feto e, se ela fumar durante a gravidez, esse risco aumenta”, lembra.
Autor: Karla Camila
OBID Fonte: Diário do Nordeste