Acre é o 2º em mortes causadas pelo consumo de álcool

O diagnóstico do Ministério da Saúde, apresentado na última quinta-feira, mostra que o Acre é o segundo com maior número de morte de homens causada pelo consumo de bebidas alcoólicas no país, no período de 2000 e 2006. Do número total de óbitos nessa época, 95% tinha relação com álcool. A média brasileira é de 89,1% para homens e 10% para mulheres.

O Amazonas ficou em primeiro lugar no ranking, com 97,2%. Rondônia ocupou a terceira posição, com 94%, em seguida vem o Amapá, com 93,2% e o Pará é o último da Região Norte, com 92%.

Com isso, o Norte está na liderança das mortes masculinas relacionadas ao uso de bebidas alcoólicas. As mortes em decorrência do álcool vão desde acidentes de trânsito aos afogamentos.

Os dados foram compilados de várias pesquisas do Ministério da Saúde, realizadas nos últimos anos, e o objetivo é traçar um diagnóstico da saúde masculina. Com essas informações o governo pretende elaborar políticas de saúde do homem. Para essa campanha serão destinados mais de R$ 613 milhões. Com essa verba, os Estados poderão preparar a rede pública de saúde para atendimento dos homens nos próximos anos. (Gilberto Lobo)

Homens bebem mais

E segundo informações do Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), a dependência de álcool também é maior entre os homens, com 19,5%, do que nas mulheres, com 6,9%.

De acordo com o Ministério da Saúde, ao identificar a prevalência de doença entre os homens, que vivem quase oito anos menos que as mulheres, o governo decidiu traçar uma política própria voltada para o sexo masculino, a qual começa na prevenção, passa pelo tratamento médico, exames e cirurgias.

E já no mês que vem, as secretarias estaduais e municipais de saúde vão começar a elaborar os planos de ação para facilitar o atendimento dos homens na rede pública. Conforme explicação do ministério, mais da metade das internações no Sistema Único de Saúde (SUS), em 2006, foram de homens com idade entre 15 e 59 anos. As diferentes manifestações de violência e os transtornos mentais foram as principais causas de internação masculina nessa faixa etária, mostrou também a pesquisa.
Autor: Editoria Geral
OBID Fonte: A Tribuna