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Tabagismo não está nos currículos

A partir de pesquisa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, que constatou que metade dos universitários da área de saúde nunca estudou temas sobre dependência do tabagismo e tratamentos para deixar de fumar, o instituto decidiu sugerir a reitores a inclusão, no currículo dos cursos, de conteúdos que abordem esses temas.

A pesquisa Vigilância do Tabagismo em Universitários da Área da Saúde, apresentada ontem, foi feita em 52 universidades de quatro capitais brasileiras (Florianópolis, Rio, Campo Grande e João Pessoa) e integra o sistema internacional de vigilância da Organização Mundial da Saúde. Ao todo, foram entrevistados 2.642 universitários, sendo 768 rapazes e 1.860 moças.

Apesar de 90% dos estudantes terem recebido informação sobre os perigos do fumo ativo e 80% em relação ao fumo passivo, 20% deles afirmaram que os profissionais de saúde não têm um papel a desempenhar no aconselhamento dos fumantes para pararem de fumar. O Ministério da Saúde, entretanto, recomenda que os profissionais de saúde aconselhem seus pacientes a deixar de fumar.

A pesquisa aponta que 11% das universitárias são fumantes, assim como 20% dos estudantes homens. Por ano, 4,9 milhões morrem, no mundo, devido ao tabagismo.
Autor: Editoria geral
OBID Fonte: Correio do Povo