Alcoolismo é a principal causa de acidentes

RODOVIAS FEDERAIS: em 2008, dos 2.697 acidentes registrados nas estradas que passam pelo Ceará, 657 envolviam motoristas de ônibus e caminhões

Entre as empresas de transporte, o problema, que envolve motoristas de ônibus e caminhões, foi tema de seminário

As consequências da dependência química, na maioria das vezes, não afetam apenas um indivíduo, mas quem vive ao seu redor e, inclusive, a sociedade em geral. E o maior reflexo disso está no trânsito. Afinal, de acordo com dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF), o alcoolismo é um dos principais responsáveis pelo crescente número desse tipo de violência.

No ano de 2007, foram registrados 2.267 acidentes nas rodovias federais que passam pelo Estado do Ceará, sendo 611 envolvendo ônibus e caminhões – o que mostra a forte presença do alcoolismo entre aqueles que trabalham dirigindo. Em 2008, esses índices tiveram um acréscimo de 19%: um total de 2.697 acidentes, 657 envolvendo ônibus e caminhões.

Em decorrência desse problema, o Sest/ Senat promoveu, ontem, seminários em 14 estados com o tema: “O desafio das empresas: álcool, drogas e trabalho”. A iniciativa faz parte do Projeto pela Vida nas Estradas e, em Fortaleza, reuniu empresários, médicos, profissionais de recursos humanos e advogados trabalhistas do Estado.

Segundo o Departamento Estadual de Trânsito do Ceará (Detran-CE), em um ano de fiscalização para o cumprimento da Lei Seca, cerca de 10 mil motoristas já foram multados por dirigem alcoolizados.

Segundo o psicólogo Alfredo Santana Rocha, coordenador do evento, a iniciativa pretende conscientizar o empregador de que a solução para o problema do alcoolismo no trabalho não é a demissão por justa causa, e sim a prevenção e o tratamento. “É preciso encarar a dependência química como uma doença que deve ser tratada, não como um problema para a empresa”.

Segundo Dulce Ane Pitombeira, administradora de Recursos Humanos da Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz), a dependência química causa baixa produtividade e problemas de relacionamento na empresa.

“Em uma instituição pública, temos que conviver diariamente com esses problemas, então escolhemos a melhor alternativa, oferecer o tratamento”, ressalta, referindo-se ao Programa Saúde e Qualidade de Vida.
Autor: Editoria Cidades
OBID Fonte: Diário do Nordeste