CAPS é esperança de dependente químico

O desafio de tratar a dependência química já é encarado com seriedade pelo município de Maceió há três anos. O Ministério Público reconhece o serviço do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Álcool e Drogas (AD), porém pressiona para que possa ser ampliado.

O atendimento do Caps é gratuito e está acessível a qualquer pessoa. Os jovens envolvidos com infrações relacionadas à dependência em drogas, em alguns casos, também são recambiados para o tratamento. O local é uma espécie de “luz no fim do túnel” para famílias de baixa renda que sofrem com a dependência dentro de suas casas.

Há duas semanas, o promotor Flávio Gomes, que integra o Núcleo de Direitos Humanos do MP apresentou um importante relatório que faz um raio X da situação. Pelas constatações, o município já deu o primeiro passo. “O mais importante daqui para frente é a ativação da rede de atenção aos dependentes”, observou o promotor.

Documento traz proposta polêmica

A proposta mais polêmica que foi apresentada no relatório envolve o programa de redução de danos. Na prática, significa dizer que o dependente seria convencido a regredir o seu consumo das drogas mais pesadas, passando pelas mais leves até sua abstinência.
“Isso é algo importante para o processo de tratamento porque precisamos do paciente menos dependente e mais crítico em relação ao seu problema”, observou a professora Mara.

Centro tenta se adequar às normas de relatório

Responsável pelo Caps/AD, a psicóloga Roberta Moreira já soma vitórias e se articula – ao lado de outros profissionais abnegados – para se adequar às sugestões apontadas no relatório encomendado pelo Ministério Público. “O trabalho tem atingido objetivos importantes como o envolvimento dos profissionais e da maioria dos dependentes”, ressalta Roberta.

A afirmação vem seguida da certeza de que os dependentes que contam com o apoio familiar costumam se manter fiéis ao tratamento. Ela confirmou que, aos poucos, tem ganhado força o trabalho pós-tratamento, que envolve a reinserção social e as atividades de prevenção.
Autor: Marcos Rodrigues
OBID Fonte: Gazeta de Alagoas