fbpx

Chute essa pedra do caminho

Dia será marcado por lançamento da segunda etapa da campanha Crack, Nem Pensar e mobilização estadual contra a droga, que prevê distribuição de adesivos da campanha da RBS, espetáculos teatrais, música e carreatas. Um médico, um professor e uma estudante. Estes são os personagens de três vídeos com 45 segundos que os catarinenses conhecerão hoje, ao meio-dia, no Jornal do Almoço, da RBS TV, tendo o crack como enredo. Cada um dentro da sua área, eles falam o que pensam a respeito da droga devastadora. O trabalho integra a segunda fase da campanha Crack, Nem Pensar, do Grupo RBS. Além disso, o sábado será marcado por mobilização em várias cidades catarinenses e gaúchas.

Em Florianópolis, as atenções estão voltadas para a Avenida Beira-Mar Norte. Música, dança, distribuição de adesivos feita pelos comunicadores do Grupo RBS e atividades esportivas fazem parte das atividades. Enquanto flashes ao vivo entrarão diretamente da Beira-Mar no JA. Dos estúdios será exibido o vídeo especialmente produzido para a campanha.

Os mesmos depoimentos serão veiculados em inserçoes nas emissoras de rádio do Grupo RBS. Um novo anúncio da campanha, desenvolvida pela Agência Matriz, também será publicado neste final de semana nos jornais do Grupo em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.

– Falam que o jovem deve ter atitude positiva, fazer boas escolhas. Para mim, ter atitude é fugir da droga, correr do crack, evitar o que é ruim – opina o professor Otávio Auler, coordenador do pré-vestibular da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

O curso funciona em 20 cidades do Estado e atinge cerca de 2 mil alunos.

– Temos de aproveitar o potencial de formador de opinião dos nossos alunos, mesmo que eles diretamente não tenham envolvimento com o crack – diz o professor.

Consumidor de crack só tem a perder, considera universitária

Para a universitária Marina Boldo Lisboa, quem experimenta o crack só tem a perder.

– Acredito que uma das primeiras perdas seja no relacionamento familiar, especialmente entre pais e filhos – avalia.

Além disso, observa a estudante, existem ainda os danos mentais e físicos.

Com quase 20 anos de experiência no tratamento da dependência química, o psiquiatra Marcos José Barreto Zaleski confirma.

– Os efeitos da droga no organismo dão-se sobre o sistema neurológico central e cardiovascular – explica o especialista.

O psiquiatra lembra que uma pesquisa feita com meninos de rua em São Paulo mostrou que 20% deles morreram num período de cinco anos. Nem sempre, observa o médico, a morte ocorre por causa da ingestão da droga:

– É preciso observar que quem consome a droga fica mais vulnerável à violência. Muitas vezes, para adquirir uma pedra de crack o usuário furta, rouba, mata.

No vídeo que começa a ser veiculado hoje, o médico faz um alerta para que a família fique atenta ao comportamento dos filhos.

– Queda no rendimento escolar, alteração na rotina de atividades, mudança de horários, desafio à autoridade dos pais podem ser sinais de que algo está errado – observa o médico.

A partir de hoje, os depoimentos dos três convidados começam a ser veiculados nos intervalos da programação da RBS TV.
Autor: Ângela Bastos
FONTE: Fonte: Diário Catarinense