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Tratamento ainda é tema de debates

O tratamento ideal para os usuários de crack não é um consenso entre os especialistas da área. No modelo usado pela Prefeitura de São Paulo, o usuário tem de ir periodicamente a uma unidade de tratamento para ter acesso a médicos, psicólogos e assistentes sociais. A principal crítica a esse modelo –que só interna o paciente em casos de crise– é que grande parte dos usuários não aceita receber tratamento ou não dá continuidade a ele.

Segundo a Secretaria Municipal da Saúde, desde junho, 20.474 abordagens foram feitas a moradores de rua expostos a drogas na cracolândia –1.304 foram encaminhados a serviços e 116, internados.

Segundo Ronaldo Laranjeira, diretor do Instituto Nacional de Políticas de Álcool e Drogas, se um dependente grave não for internado por no mínimo 30 dias, continuará em contato com o crack e dificilmente se recuperará.

Segundo ele, só após um período inicial de fortalecimento e estabilização emocional o usuário pode dar continuidade ao tratamento visitando centros onde a abordagem é ambulatorial.

Ele também defende a internação involuntária do usuário.
Autor: Luis Kawaguti
OBID Fonte: Agora São Paulo