Drunkorexia e curiosidades

São cada vez mais comuns os casos de pessoas que substituem as refeições por bebida alcoólica, na tentativa de emagrecer.

Drunkorexia (derivada da palavra drunk, que significa bêbado), ou anorexia alcoólica foi um termo criado nos EUA para definir o alcoolismo associado a distúrbios alimentares.

No Brasil, onde cerca de 3% a 4% das mulheres possuem algum tipo de transtorno alimentar, não há estudos sobre a drunkorexia Já na Europa, constatou-se que o uso de álcool entre pessoas com transtornos alimentares era de 34,1% contra 26,9% entre as pessoas saudáveis. Um estudo no Canadá também indicou que, a chance de uma mulher entre 50 e 64 anos se tornar alcoólatra é seis vezes maior se ela também tiver sintomas de transtorno alimentar.

Tudo isso se associa à tendência das mulheres em desenvolver dependência ao álcool mais rapidamente do que os homens, além do fato do organismo feminino sentir mais o efeito das bebidas alcoólicas pela menor quantidade de água e maior de tecido adiposo.

Segundo a OMS ( Organização Mundial de Saúde), o alcoolismo atinge de 10% a 12% da população mundial. Equilibrar o peso do corpo através da bebida é o mesmo que realizar uma dieta forçada e depois cair no efeito sanfona ( alternância periódica de peso ).

Estudos psiquiátricos revelam que o alcoolismo feminino está associado a transtornos psicológicos relacionados à anorexia, bulimia, depressão e ansiedade. O álcool anestesia emoções ruins como a frustração, e no caso da “drunkorexia”, reduz o apetite. No funcionamento orgânico beber com estômago vazio acelera os efeitos do álcool.

Para muitos, a drunkorexia é apenas mais uma manifestação da compulsividade humana aliada a transtornos alimentares como a anorexia, quando a pessoa sempre acha que está acima do peso, ou a bulimia, quando a vítima vomita o que come para não engordar. “A alcoolrexia, como doença, não existe”, diz Silvia Brasiliano, coordenadora do Programa de Assistência à Mulher Dependente Química do Hospital das Clínicas de São Paulo. “Existe é gente que faz a vida girar em torno do próprio peso e alia esse transtorno ao abuso do álcool”, explica. Ela lembra do caso de uma paciente que criou uma complicada dieta. “Para cada três dias de comida, ela passava dois só bebendo”, conta. O Hospital das Clínicas oferece um grande espaço de ajuda a mulher dependente química, e é uma ótima indicação para quem sofre problemas do tipo, tendo bons resultados.
Autor:Carol Fernandes
Fonte:UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas