Metanfetamina preocupa os Estados Unidos

A revelação, esta semana, de que o tenista americano André Agassi já usou metanfetamina jogou luz sobre essa droga, considerada perigosíssima. O correspondente Rodrigo Bocardi mostra exatamente por que, nos Estados Unidos, o uso da metanfetamina se tornou uma das maiores preocupações das autoridades, e das famílias. É uma droga, que quando entra no organismo humano, ela destrói não só o corpo, mas a vida de quem experimenta.

A polícia americana fez a comparação. Um homem, depois de apenas três meses de uso da droga, perde muito menos peso, tem muito menos feridas no rosto e envelhece menos rápido do que o outro, que ficou sete meses no vício. São os efeitos físicos comuns a todos os usuários.

A metanfetamina é conhecida também como cristal, gelo ou vidro, por causa da aparência quando está na forma de pedras pequenas. Derretida, pode ser injetada, ingerida em cápsulas, cheirada como cocaína ou fumada como crack.

A droga enche o cérebro com dopamina, uma substância reguladora da motivação e da atenção. E provoca euforia, aumento da autoestima, redução do sono, do apetite e da fadiga. Depois, vem a depressão.

Uma das grandes dificuldades no combate à metanfetamina é que a droga pode ser fabricada em laboratórios caseiros. Há quatro anos, o governo americano passou a controlar nas farmácias a venda de produtos que servem de base para a metanfetamina. A produção no país diminuiu, mas não o consumo. Atualmente, 80% da droga usada nos Estados Unidos vêm do México.

O consumo se dá principalmente da Califórnia, do meio-oeste americano, mas também na Flórida, no Sul do país.

No Departamento Federal de Combate às Drogas nos Estados Unidos, em Newark, ficam os policias que fazem as investigações no estado de Nova Jersey. No local, assim como nas outras 20 divisões espalhadas pelo país, o combate à venda e ao consumo de metanfetamina é, atualmente, prioridade número um.

O agente Gerard Mccaleer, chefe da divisão do estado, disse que a polícia na Costa Leste do país, por enquanto, conseguiu conter o alastramento do chamado cristal. Mas explica que é muito difícil combater uma droga tão barata e tão facilmente fabricada.

Para os jovens, ele dá o alerta: “Se usar uma vez, você vicia. É como nenhuma outra droga. Ela devasta a pessoa, devasta a família, devasta a sociedade”.
Fonte: UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas