Tarso: ´Crack não é apenas um fator criminal, mas também de saúde pública´

Rio – Em visita ao Rio de Janeiro para participar de um curso na área de Justiça internacional, o ministro da Justiça Tarso Genro afirmou que o crack não é apenas um problema criminal, mas também de saúde pública.

Tarso afirmou que, em breve, outras 50 comunidades serão pacificadas.
“O crack não é apenas para ser considerado como um fator criminal. Os vendedores (traficantes) devem ser atacados pela polícia e os usuários terão de ser atendidos pela área social”, disse.

Tarso afirmou também que é a favor do monitoramento dos presos através de pulseiras eletrônicas.

“Acredito que o uso de pulseiras eletrônicas é completamente viável. Tenho conversado muito com o Gilmar Mendes (ministro do Supremo Tribunal Federal). Vamos seguir em frente”, completou.

Para o ministro, a parceria entre o governo estadual e o federal para o combate a violência no Rio está dando frutos, mas o esforço não pode parar. O problema, para Tarso, estaria na omissão de mais de 30 anos por parte de governantes anteriores.

“O governo do estado, juntamente com o governo federal, estão se esforçando para acabar ou, pelo menos, tentar diminuir a violência no Rio de Janeiro. O problema é o descaso e a omissão por mais de 30 anos por parte de governantes anteriores”

Sobre os recentes eventos ocorridos na cidade envolvendo a violência por parte de policiais militares, Tarso tentou minimizar a situação.

“Aqui (Rio de Janeiro) existem espaços controlados por quadrilhas de bandidos e quando a polícia chega é recebida com violência. Por isso a polícia tem de agir com violência”.

Tarso voltou a defender as Unidades de Polícia Pacificadora (UPP) e afirmou que, em breve, mais comunidades serão pacificadas.

“Hoje temos cinco áreas controladas pela Polícia Militar através das UPPs (Babilônia, Chapéu Mangueira, Cidade de Deus, Batan e Dona Marta) e o trabalho está sendo muito bem feito. Em breve, mais de 50 favelas serão pacificadas”, disse o ministro.

Por último, Tarso falou sobre o material deixado de lado pela Polícia Rodoviária e Federal e que deveria ser utilizado para coibir o crime.

“Esse material foi usado durante os Jogos Pan-Americanos de 2007. Depois tudo doado para a Polícia Federal, Rodoviária e para o sistema Penitenciário. O material foi armazenado em um depósito, mas apenas representantes do sistema penitenciário se interessaram. Vamos procurar saber os motivos da não utilização deste material e quem foi o responsável pelo armazenamento de foram inadequada. Esta pessoa ou pessoas sofrerão as penas previstas pela lei”, completou.

Tarso proferiu, nesta quinta-feira, uma palestra na abertura do Curso de Justiça Transicional no Hotel Miramar Windsor, em Copacabana, Zona Sul do Rio
Fonte UNIAD:O Dia Online – Ppor Bartolomeu Brito