Usuários de crack são os principais suspeitos por morte de ex-ministro no DF

Chave do apartamento do casal Villela foi encontrada com um suspeito.
Polícia diz estar próxima de elucidar crime que chocou Brasília.

O diretor-geral da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Cleber Monteiro, afirmou nesta sexta-feira (6) que dois usuários de crack são os principais suspeitos pelo triplo assassinato ocorrido em Brasília no dia 28 de agosto, que vitimou o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela, de 73 anos. Além dele, também foram mortas sua esposa, Maria Villela, 69, e a empregada do casal, Francisca da Silva, 58.
Os dois suspeitos eram funcionários de uma serralheria, tinham 23 e 28 anos e teriam sido vistos na quadra onde ocorreu o crime dias antes do triplo assassinato. Ambos foram presos na última terça-feira (3), após uma denúncia anônima. A polícia encontrou o rapaz mais velho na quitinete onde morava em Vicente Pires, cidade próxima à capital. Ele foi detido, segundo a polícia, porque no momento da diligência foi encontrado usando crack.

De acordo com Monteiro, a polícia revirou o imóvel para procurar drogas, mas chegou a chave original do apartamento do casal Villela, onde ocorreu o crime, após uma atitude suspeita do usuário de crack. No chaveiro também foram localizadas chaves da serralheria.

“A polícia procurava drogas e ele se mostrou preocupado, ao dizer que as chaves não eram dele. A delegada [Martha Vargas, titular da 1ª DP] viu semelhança com a chave do apartamento do casal Villela e depois constatou que era de fato a chave original”, explicou Cleber Monteiro.

O rapaz de 28 anos é filho de um dentista e já morou na 112 Sul, quadra vizinha a do apartamento onde o casal Villela morara, na 113 Sul (ambas localizadas da Asa Sul, bairro nobre de Brasília). Segundo Monteiro, ele teria sido mandado embora de casa pelo pai, por ser usuário de droga.

A polícia infoma que o outro suspeito, de 23 anos, era procurado por ter aplicado o golpe conhecido como boa noite cinderela em uma mulher, também em uma quadra próxima ao local do crime. Ele foi localizado no Núcleo Bandeirante, outra cidade perto de Brasília.

Principais suspeitos

“Temos indicios bastante fortes da ligação deles com a cena do crime. Eles são os principais suspeitos do crime. Ele [o rapaz de 28 anos] negou, sem mesmo a polícia perguntar sobre a origem das chaves”, disse o diretor da PCDF. “Não trabalhamos com prazo, mas com investigações sérias que tragam elementos que possam levar a condenação do autor. Até o momento não elucidamos completamente o crime, mas estamos bem encaminhados”, completou.

Segundo Cleber Monteiro, até o momento, os dois suspeitos não têm falado nada e nem colaborado com a polícia. No entanto, a corporação colheu materiais de ambos e já iniciou a comparação de impressões digitais e outros vestígios localizados no apartamento para tentar comprovar a participação dos suspeitos no crime. A Justiça decretou prisão temporária de 30 dias para ambos.
Autor: Diego Abreu Do G1, em Brasília
Fonte:UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas