A arte contra a droga

Longa-metragem rodado por grupo amador de Venâncio Aires acompanha a história de quadrilha dedicada ao tráfico de crackA droga que acorrenta usuários ao crime e arrasa famílias inteiras virou tema de filme no interior do Rio Grande do Sul. Desde setembro, um grupo de atores e produtores amadores de Venâncio Aires está envolvido na produção de A Idade da Pedra – longa-metragem que aborda as consequências provocadas pelo consumo do crack.
Criada em 2008, a Companhia Teatral Afro-Cena estreou no cinema ainda no ano passado, com o curta-metragem 360, escrito e dirigido pelo fundador do grupo, Sérgio Rosa, e que já abordava a temática das drogas. Exibido em escolas da rede pública de 10 cidades do Estado, sempre seguido de um debate com o diretor, o filme impulsionou um projeto mais ambicioso.

– A Afro-Cena nasceu do meu sonho de montar uma companhia de teatro e mostrar às pessoas a meu redor que elas tinham capacidade de atuar e fazer arte – conta Rosa, que escreveu e dirigiu as 10 peças produzidas pelo grupo. – Com o sucesso de 360, abrimos uma janela e vimos que era possível ir mais longe, fortalecendo a causa do combate às drogas.

Para A Idade da Pedra, o diretor e roteirista reuniu uma equipe de mais de cem pessoas, todas trabalhando de forma voluntária, entre atores, figurantes e participações especiais. Músicos locais e da vizinha Santa Cruz do Sul se dedicam à composição da trilha sonora original do longa. A história gira em torno de uma quadrilha formada por políticos, advogados, médicos e agentes da lei que leva o crack a diferentes núcleos familiares provocando sua desestruturação.

– O crack ocupa o lugar central da história, mas nosso maior objetivo é mostrar a cultura como o mecanismo fundamental para reduzir o dano social provocado pela droga – afirma o diretor do filme.

A expectativa é de que o longa seja lançado em março do ano que vem, com exibições em escolas e festivais.
Fonte: Zero Hora – UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas