Aumenta procura por tratamento e remédios

“Nos últimos três anos cresceu bastante a procura para largar o cigarro. Esse ano então, houve aumento de 15% a 20%, é um movimento substancial”. O depoimento é do médico e pesquisador do hospital da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Alberto José de Araújo. Segundo ele, que também é membro da comissão de tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), um bom “termômetro” é a quantidade de pessoas que escrevem e-mail, ligam e procuram o laboratório do hospital do Fundão, localizado na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro.

– Em geral as pessoas procuram o tratamento depois que começa o ano, como forma de pagar promessa, mas vejo que pouco antes da lei começar, três meses depois de promulgada, aqueles que já estavam balançados a parar estão se antecipando.

Para Araújo, a coisa que “eles” como chama a indústria do cigarro – mais temem é um ambiente livre de tabaco. E cita um estudo da Universidade da Califórnia mostrando que com leis como essa a ser adotada no Rio, os trabalhadores deixam de fumar até 30% o número de cigarros consumidos.

Uma das empresas que investem em remédios contra o vício, a GlaxoSmithKline, registrou 39% mais vendas do NiQuitin em 2009 .

O Instituto Nacional do Câncer (Inca) direciona R$ 100 milhões do orçamento para tratamento de fumantes passivos, além de R$ 439,2 milhões do INSS. Cerca de sete pessoas morrem por dia no Brasil por causa do fumo, diz o Inca.
Autor: Editoria Economia
OBID Fonte: Jornal do Brasil