Entrevista com Margareth Oliveira – Intervenções Cognitivas e Dependência Química

Com graduação e mestrado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Margareth da Silva Oliveira tem doutorado em Psiquiatria e Psicologia Médica pela Unifesp. Tem pós-doutorado na University of Maryland Baltimore County (UMBC – Baltimore, EUA). Atualmente é professora adjunta da PUC-RS, professora do Programa em Psicologia da (PUC-RS) e coordenadora do Grupo de Pesquisa Intervenções Cognitivas. Tem experiência na área de Psicologia clínica, com ênfase em Avaliação e Intervenção Terapêutica, atuando principalmente nos seguintes temas: instrumentos, dependência química, entrevista motivacional e intervenção breve. Confira a entrevista com a especialista, que ocupa o cargo de secretária na gestão 2010/2011 da Abead.

1. Que trabalhos são desenvolvidos no Grupo de Pesquisa Intervenções Cognitivas da PUC-RS?

O grupo de pesquisa “Avaliação e Intervenção em Psicoterapia Cognitiva” coordena e administra o Laboratório de Intervenções Cognitivas (LABICO) na Clínica-escola, com supervisão de estágios e diversas atividades de pesquisa. O grupo coordena o curso de Especialização em Psicoterapia Cognitivo-Comportamental na PUCRS, (modalidade a distância). Lá, conduzimos estudos de adaptação e validação de instrumentos de avaliação psicológica.

Os projetos também incluem o estudo de intervenções individuais e grupais de pacientes com síndrome metabólica e com comportamentos aditivos. Os atendimentos e avaliações de pacientes com abuso ou dependência de drogas ocorrem principalmente em ambulatórios e internações especializadas, onde são conduzidos estudos como, por exemplo, treinamento de habilidades sociais no tratamento do alcoolismo, entrevista motivacional e de terapia cognitivo-comportamental em dependentes de drogas ilícitas, entre outros.

2. De um modo geral, como uma intervenção cognitivo-comportamental pode impactar positivamente no tratamento da dependência química?

Há alguns anos, temos encontrado evidências da importância dos mecanismos de mudança dos comportamentos de aditivos, de adesão ao tratamento e de manutenção da abstinência. Abordar questões sobre a prontidão e os processos de mudança, auto-eficácia para abstinência e situações de risco para o uso de substâncias são fatores que auxiliam os pacientes na manutenção da recuperação.

Avaliações e intervenções diretivas, estruturadas e colaborativas ajudam os pacientes a lidar com limites e se organizar para as mudanças de hábito essenciais para recuperação das adições.

3. Na sua visão, como tem sido o interesse dos alunos de psicologia nas questões relacionadas às drogas e DQ?

Está melhor do que em relação a alguns anos atrás, mas ainda pouco significativo quando considerados a prevalência e relevância dos problemas com drogas.

4. Você esta desenvolvendo alguma linha de pesquisa no momento?

Atualmente nossos projetos se concentram em duas linhas de pesquisa:

– Avaliação e Tratamento dos Transtornos Psicológicos em Comportamentos Dependentes

– Evidências de Validação de Instrumentos Psicométricos relacionados aos temas de DQ.

5. Como secretaria da Abead, quais sao suas expectativas e planos para essa gesto?

Esperamos contribuir para a difusão de conhecimentos científicos desenvolvidos nas diferentes regiões do Brasil. Nosso objetivo é também promover a troca de experiências entre os membros da Abead, fortalecendo a identidade das pessoas que trabalham com os problemas relacionados às drogas.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)