Capacitação antecede implantação de tratamento ao fumante em RR

A partir de janeiro de 2010, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), por meio da Coordenação de Tabagismo, do Departamento da Política da Atenção Oncológica, começa a cadastrar e tratar pessoas que queiram abandonar o cigarro. Roraima era um dos dois estados que não oferecia esse tipo de serviço. Técnicos já foram capacitados por técnicos do Instituto Nacional do Câncer para a implantação do tratamento.

Agora, a Sesau está oferecendo um curso de dois dias, 21 e 22, na Escola Técnica do Sistema Único de Saúde (Etsus), aos profissionais da Unidade Integrada de Saúde Mental (Uisam), coordenadores da Atenção Básica do Município e do Estado e profissionais que trabalham no programa Estratégia de Saúde da Família (EFS).

Ao todo 17 pessoas, entre médicos, enfermeiros, farmacêuticos e psicólogos participam do treinamento que está sendo conduzido pela coordenadora do Tabagismo, Elen Oliveira, pela coordenadora da Política Oncologica Liliana Bezerra e pelo médico pneumologista Amon Rheingantz, ambos da Sesau.

No treinamento, os profissionais vão aprender sobre técnicas e possíveis soluções para beneficiar os pacientes durante o trabalho. Com isso, Roraima se iguala ao restante do país que já oferece este tipo de serviço na rede pública.

Cadastro

Após a capacitação, será feito o cadastro, onde serão feitas avaliações e posteriormente, se identificado, o paciente usará adesivos ou gomas de mascar. Caso seja realmente necessário, o tratamento será com o auxílio de medicamentos, fornecidos pelo Ministério da Saúde (MS), por meio do Inca.

Em outra situação, a pessoa poderá ser apenas acompanhada em grupo. Nos primeiros dois meses, os encontros serão semanais, depois quinzenais, e no último momento, mensais, completando um ano. Este tratamento e o fornecimento de medicamentos serão oferecidos através do Sistema Único de Saúde (SUS).

De acordo com a coordenadora da Política Oncológica, Liliana Bezerra, agora o Estado poderá dar a atenção necessária a estas pessoas que muitas vezes até já tentaram deixar o vício do cigarro. “Dados do Inca nos mostram que o tratamento auxilia o paciente, Mas é preciso a força de vontade deles para conseguir parar de fumar”, disse.

A coordenadora da Saúde Mental, Conceição Teixeira, relembrou o quanto o cigarro é devastador, e que o vício do tabaco é um problema sério, além de ser uma doença. “Isso vem para beneficiar a população. Temos que comemorar mais esta conquista, já que poderemos auxiliá-los na Uisam, destacou.
Fonte:BV News/UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas