Dezesseis motoristas foram presos por dirigirem embriagados no Litoral

Eles tinham mais de 0,29 miligramas de álcool por litro de sangue. Outros 18 condutores foram autuados, mas não chegaram a ser detidos

Dezesseis pessoas foram presas nesta temporada porque estavam dirigindo embriagadas nas rodovias que levam ao Litoral do Paraná, de acordo com a Polícia Rodoviária Estadual (PRE). Outros 18 motoristas foram autuados porque ultrapassaram o limite permitido – que é de 0,08 miligramas de álcool por litro (m.g/l) de sangue ou por litro de ar expelido pelos pulmões -, mas não foram presos, pois não excederam 0,29 m.g/l, que é o limite máximo.
Para o capitão Valdir Carvalho de Souza, comandante do PRE no Litoral, os motoristas estão mais conscientes das consequências que a bebida pode causar no trânsito. Entretanto, ainda existem aqueles que desrespeitam as leis de trânsito e colocam a vida de outras pessoas em risco. “Alguns motoristas ainda acreditam que podem deixar a legislação (de trânsito) de lado no Litoral. Por isso, a PRE está atenta ao cumprimento da Lei Seca. Todos os postos estão equipados com bafômetros”, afirma o capitão.

A Lei Seca funciona da seguinte maneira: se o resultado do bafômetro ficar entre 0,09 e 0,29 m.g/l haverá punições administrativas. Nesse caso a multa será de R$ 957 e haverá perda de sete pontos na carteira de habilitação. Outras punições serão a suspensão do direito de dirigir por 12 meses e também a retenção do veículo. O automóvel será liberado para um condutor habilitado e que esteja em condições.

As sanções mais graves acontecem nos casos em que o bafômetro acusar índice de álcool superior a 0,29 m.g/l. Nessa situação haverá prisão e retenção do veículo. A pessoa será encaminhada para uma delegacia e fará exame de sangue. O motorista será solto com o pagamento de fiança e responderá a processo pelo crime de embriaguez ao volante (artigo 306 do Código Brasileiro de Trânsito). “Fizemos 182 testes de alcoolemia nas rodovias do Litoral. E 34 testes acusaram índices acima do que é permitido por lei”, explica Souza.
O processo será aberto mesmo que a pessoa se negue a fazer o teste do bafômetro. O policial irá atestar que o motorista apresentava sinais de embriaguez (olhos vermelhos, hálito etílico, falta de equilíbrio, sonolência, agitação, agressividade, entre outros.
Fonte:Gazeta do povo – Fernanda Leitóles/UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas