Grávidas frequentemente deixam de informar a seus médicos que fumam, diz estudo

07 de janeiro de 2010 (Bibliomed). Pesquisadores da Escócia determinaram que impacto o relato de tabagismo por gestantes tem sobre a acurácia da prevalência de tabagismo e ao acesso aos serviços de apoio à cessação do tabagismo para gestantes na Escócia.

Foi realizado um estudo retrospectivo através das medidas de cotinina em amostras de sangue armazenadas de 3475 mulheres que optaram por rastreamento pré-natal no segundo trimestre, ao longo de um ano. A cotinina é uma substância encontrada na saliva, através da qual se pode medir a quantidade de nicotina absorvida pelo fumante.

A confiança nos relatos de tabagismo subestimou a real incidência de tabagismo em 25% (30% segundo o nível de cotinina versus 24% do relato pessoal). A projeção dos achado sugere que na Escócia mais de 2400 gestantes tabagistas não são diagnosticadas a cada ano. Uma proporção ainda maior de mulheres em áreas de menor privação materna não relatou tabagismo (39%) em comparação com as mulheres em áreas de maior privação (22%), porém o tabagismo foi muito mais comum em áreas de maior privação, e as projeções escocesas sugerem que o dobro de mulheres nas áreas mais necessitadas não são detectadas (n=1196), em comparação com as áreas menos necessitadas (n=642).

A conclusão é que a confiança apenas no relato para identificar o tabagismo entre as gestantes subestima o número de grávidas que fumam na Escócia e resulta na falha em detectar mais de 2400 fumantes a cada ano, às quais não é oferecido o serviço de ajuda para parar de fumar.
Fonte: BMJ. 2009;339:b4347
Fonte:UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas