Relatos sobre o tráfico de drogas lideram as chamadas para o número 197

A frase “polícia e comunidade integrada” é quase obrigatória no discurso das autoridades da área de segurança. Todos concordam que a manutenção da ordem pública depende de um bom relacionamento entre estado e população. No Distrito Federal, os moradores estão cada vez mais cientes deste dever e já ajudaram a polícia a desvendar vários crimes discando apenas três números: 197, o Disque-Denúncia da Polícia Civil. Em 2009, 11.925 usaram o serviço, contra 11.679 em 2008. Um aumento de 2,1%. Os dados são da Divisão de Controle de Denúncias e Ocorrências Eletrônicas (Dicoe).

O tráfico de drogas lidera a estatística. Os moradores de Brasília ligaram no 197 6.705 vezes para denunciar o comércio de entorpecentes nas comunidades em que moram. Em segundo lugar aparecem as denúncias de maus-tratos contra menores, com 736 ocorrências em 2009, seguido por estelionato (568) e porte de arma de fogo (566). O chefe da Seção de Denúncia da Dicoe, agente Edson de Souza Barbosa, diz que o serviço ganhou a credibilidade das pessoas com o passar dos anos devido à sua eficiência.

De acordo com ele, em média 15% das denúncias geram resultados positivos de imediato. Ou seja, é aquela ocorrência em que a polícia consegue o flagrante. Barbosa explica que o percentual só não é maior porque a grande maioria das denúncias demanda investigação mais detalhada. “Quando alguém liga afirmando que em determinado lugar alguém está armado, a atuação da polícia é eficaz e consegue dar o flagrante. Porém, a maioria das denúncias exige algum tempo de investigação, como denúncias de tráfico de drogas ou venda de algum produto irregular. A polícia precisa fazer vigília para então efetuar a prisão, e isso exige certo tempo”, diz Barbosa.
Fonte:Saulo Araújo-ClicaBrasília/UNIAD – Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas