Caps AD registra 70 novos casos de dependência química

Um caso registrado na delegacia de polícia neste final de semana reacendeu o debate sobre os leitos para a internação de dependentes químicos em Bagé. Um jovem de 21 anos agrediu o pai após chegar embriagado e drogado de uma festa.

Ele foi encaminhado para tratamento. De acordo com o médico coordenador técnico do Centro de Atenção Psicossocial/Álcool e Drogas (Caps/AD), Ronaldo Carvalho, existem nove leitos a disposição nos hospitais de Bagé, cinco na Santa Casa e quatro no Universitário. Além de dois leitos no Caps/AD.

Segundo Carvalho, estes leitos são para desintoxicação, os pacientes ficam internados em média sete dias e depois encaminhados para acompanhamento médico. Ainda conforme Carvalho, em 2009 foi feito uma média de 20 internações por mês na Santa Casa e outras 15 no Universitário.

Os dados ainda mostram que foram encaminhadas 12 internações espontâneas para Pelotas e Rio Grande, nestes casos os pacientes demonstram vontade de ingressar no tratamento. Mas, para o viciado que representa perigo para a família e não se prontifica ao tratamento, pode ser internado mediante ordem judicial. Com este perfil compulsório, foram destinados nove internações também para fora de Bagé.

De acordo com a enfermeira Rosemeri Freitas, de 23 de dezembro de 2009 a 21 de janeiro de 2010 foram registrados 70 novos casos no Caps/AD, 60% deles os dependentes são usuários de crack, outros 40% álcool, tabagismo e outros tipos de drogas. As recaídas também têm apresentado números expressivos. No mesmo período foram contabilizadas, aproximadamente, 30 casos de reincidência pelo vício, a grande maioria por crack.
Fonte:Jornal Minuano/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)