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Prefeitura implantará serviço para atender usuários de álcool e drogas

A Prefeitura de Mogi já decidiu que o próximo passo na estruturação da saúde mental na cidade será a implantação de um Centro de Atenção Psicossocial (Caps) voltado aos usuários de álcool e drogas. É o chamado Caps AD, que o prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) pretende inserir no Orçamento do ano que vem. O anúncio foi feito ontem, quando o político visitou o recém-inaugurado Ambulatório Municipal de Saúde Mental, no Parque Monte Líbano.

A recuperação do ambulatório, que antes era administrado pelo Estado, foi uma indicação do promotor Fernando Henrique de Moraes Araújo e uma cobrança da sociedade, repercutida também pelo Mogi News. Como parte do projeto para o setor, Bertaiolli deve inaugurar ainda este mês o Centro de Convivência e Cooperativa (Cecco), que funcionará no antigo posto do Centro Esportivo do Socorro. Lá serão realizadas atividades culturais e esportivas, abertas à população em geral, e não apenas aos pacientes. A obra é tocada pela empreiteira Topus Terra Engenharia, a um custo de R$ 38,7 mil, e está em fase de finalização.

Na visita de ontem, o prefeito ressaltou que a municipalização dos serviços de saúde mental trouxe uma grande responsabilidade para a Secretaria Municipal de Saúde. “Após um pedido do secretário estadual de Saúde (José Roberto Barradas Barata) e a realização de uma audiência pública, tomamos a decisão de descentralizar os atendimentos. Estamos gastando R$ 825,5 mil por ano com esse setor. É claro que o Estado faz um repasse, mas não é o suficiente”, comentou.

Instalado no antigo prédio da Imot no dia 13 de janeiro, o Ambulatório de Saúde Mental atende uma média de 50 pacientes por dia, com uma equipe de quatro médicos, três psicólogos, dois assistentes sociais, um enfermeiro, dois auxiliares de enfermagem e quatro administrativos. Um concurso será aberto em breve para a contratação de uma psiquiatra especialista em crianças e adolescentes. “Nós fizemos uma reformulação, ampliação e adequação às normas da Vigilância Sanitária. Hoje os pacientes são bem atendidos e os funcionários estão satisfeitos”, disse o prefeito.

Bertaiolli explicou que aos poucos está conseguindo regularizar o sistema de saúde no município. Segundo ele, agora o Ligue Médico não está mais sobrecarregado, em alguns setores. “Para marcar uma consulta com um pediatra, por exemplo, é um dia. Com neuro e endócrino, ainda demora, mas vamos resolver os problemas das especialidades com a abertura do Ambulatório Médico de Especialidades (AME), em julho. O problema dos exames, vamos resolver com o mutirão que estamos organizando”, garantiu.
Fonte:Mogi News/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)