Segundo Caps, as mulheres recorrem mais a tratamentos

Nesta segunda-feira, 8 de março, comemorou-se o Dia Internacional da Mulher e, para celebrar a data, o Paraná Centro visitou o Caps (Centro de Atenção Psicossocial), em Ivaiporã, o qual é dirigido por uma equipe feminina, que, atualmente, atende 90 mulheres.

Elas buscam tratamento, por exemplo, para depressão, esquizofrenia síndrome do pânico, transtorno de conduta ou vício em álcool e drogas.

As pacientes fazem tratamento ambulatorial diário, semanal ou mensal. Segundo a coordenadora do Caps, Leila de Jesus Dias, às vezes, as mulheres chegam transtornadas e, após dar início ao tratamento, voltar a se inserir na sociedade.

“Antes de dar início ao tratamento, algumas mulheres não têm a noção da realidade, porque, normalmente, se isolam em casa e não ligam para as datas comemorativas.

Os familiares, por norma, acreditam que, em alguns casos, basta medicar ou internar. Mas o ideal é proporcionar um acompanhamento com uma equipe multidisciplinar”, explica Leila Dias.

O Caps tem cadastrado 165 pessoas, que estão em tratamento, e há uma lista de espera. Além dessas, a instituição atende viciados em álcool e droga, que, por enquanto, não podem ser cadastradas. Dessas 165 pessoas, 90 são mulheres.

“As mulheres procuram mais ajuda, se comparadas aos homens. Talvez, por preconceito ou cultura, os homens não recorrem a determinados tratamentos”, lembra a coordenadora.

Por isso, o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Saúde do Homem, no dia 27 de agosto de 2009, que tem por objetivo facilitar e ampliar o acesso da população masculina aos serviços de saúde.

A iniciativa é uma resposta à observação que as doenças que afetam o sexo masculino são um problema de saúde pública. A cada três mortes de pessoas adultas, duas são de homens.

Eles vivem, em média, sete anos menos do que as mulheres e têm mais doenças do coração, câncer, diabetes, colesterol e pressão arterial mais elevada.

“Normalmente, os homens sofrem mais de esquizofrenia e as mulheres de depressão. Mas, quando se sentem muito isoladas, elas recorrem à ajuda médica”, compara Leila Dias, lembrando que não se trata de regra geral.

A maioria das mulheres em tratamento é de Ivaiporã, mas o Caps atende os 16 municípios jurisdicionados à 22ª Regional de Saúde de Ivaiporã.

Segundo a psicóloga Paola Oliveira, os casos que chegam ao Caps são amplamente avaliados pela equipe multidisciplinar, que incentiva a família do paciente a conviver no Caps, enquanto decorre o tratamento do parente. “Além disso, fazemos visita domiciliar”, acrescenta a psicóloga.

Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, Paola Oliveira defende que é preciso haver mais reconhecimento, “porque a mulher desempenha tarefas domésticas, cuida dos filhos e do marido, e trabalha fora”.

Nesta segunda-feira, a coordenação do Caps promove uma confraternização, entre pacientes e equipe multidisciplinar, para celebrar o Dia Internacional da Mulher.

A equipe multidisciplinar do Caps é formada por Leila de Jesus Dias (coordenadora), Talel Nicolas Hosni (médico), Paola Cristina Gamba Oliveira (psicóloga), Vivia Regina Viera Espadas da Silva (enfermeira), Glauciane Carina Koptian (assistente social), Renata Alves Garcia (pedagoga), Adailde Custódio da Silva (auxiliar de enfermagem), Fabiana Aparecida Pereira da Silva (auxiliar administrativo), Aline Talma (auxiliar administrativo), Maria Inês Gauto dos Santos (auxiliar de serviços gerais) e Ana Regina Camargo de Lima (fonoaudióloga).
Fonte:Paraná Centro/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)