Especialista diz que ação tem de ser rápida

Segundo ele, assistidos antes que a droga cause grandes danos, o resultado do tratamento será mais satisfatório.

“Nem todo paciente necessitará ser tratado em um ambiente hospitalar. Aliás, é um absurdo ter de internar crianças e adolescentes em clínicas psiquiátricas”, frisa. “Atuar precocemente é a única forma de enfrentarmos o problema.”

O psiquiatra lembra que o combate ao avanço do crack em Goiânia necessita de uma ação envolvendo as forças da Segurança Pública. “A venda da droga, em qualquer parte da cidade, acontece, também, porque há uma inoperância muito grande nesse sentido.”

“Essa droga avassaladora tomou conta das cidades brasileiras”, diz o psiquiatra Lourival Belém, que desde 1983 atua no tratamento da toxicomania. Atuando no atendimento psiquiátrico de menores infratores no Centro de Atendimento Socioeducativo (Case), o médico conhece de perto os efeitos do envolvimento de crianças e adolescentes com o crack. “Outro dia recebemos um garoto que com apenas dois meses de uso era só osso em cima da cama.”
Fonte:O Popular/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)