Fumo, hipertensão arterial e diabetes podem levar a demência

Divulgado pelo Medscape, um novo estudo mostra que pessoas na meia-idade que fumam ou tem hipertensão arterial ou diabetes são mais propensas a desenvolver demência no futuro. E, adivinhem, mulheres negras foram as que apresentaram mais altas taxas de demência.

Publicado no Jornal de Neurologia, Neurocirurgia e Psiquiatria (Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry), pesquisadores sugerem que o controle dos fatores de risco cardiovascular na meia-idade pode prevenir a demência no futuro.

Segundo a publicação, pessoas na meia-idade que fumam ou tem hipertensão arterial ou diabetes são mais propensas a desenvolver demência no futuro.

Ao todo, os negros apresentaram uma taxa 2,5 vezes mais alta de demência do que os brancos. Neste grupo, as mulheres negras, em particular, apresentaram as taxas mais altas.

Um alerta aos fumantes! Estes foram 70% mais propensos, em comparação àqueles que nunca fumaram, a desenvolver demência. Os hipertensos foram 60% mais propensas, em comparação àquelas sem, e diabéticos, em comparação a não diabéticos, foram duas vezes mais propensas a ter problemas cognitivos.

Os pesquisadores estudaram mais de 11.000 pessoas. Os participantes apresentavam idades entre 46 a 70 anos e se submeteram a exame físico, teste cognitivo e foram acompanhados por mais de uma década para verificar quantos desenvolveriam demência.

De 203 pacientes hospitalizados com demência, fumo, hipertensão arterial e diabetes foram todos fortemente associados ao diagnóstico.

“Nós só pudemos identificar os indivíduos com demência que compareceram a um hospital”, apontou o autor do estudo Dr. Alvaro Alonso, da Universidade de Minnesota em Minneapolis (University of Minnesota in Minneapolis). “Portanto, é muito provável que estejamos perdendo algumas pessoas com demência. Diz ainda: “em nossa análise, nós ajustamos as variáveis mais importantes associadas aos fatores de risco cardiovascular e demência.”

Em divulgação anterior pela Medscape Neurology, a Dra. Alina Solomon, fez um estudo para investigar a relação entre o colesterol e a demência e concluiu que até mesmo níveis de colesterol de 200 a 239 mg/dL podem aumentar o risco.

Dr. Stewart, médico que afirma ser o estudo da Dra. Solomon convincente e consistente, diz: “Há no momento um grande corpo de evidência que indica que o que é ruim para o coração também é ruim para o cérebro – isso é, que fatores de risco bem conhecidos para doença cardíaca coronariana e acidente vascular encefálico também são fatores de risco para demência”.
Autor: Da redação
OBID Fonte: 45 Graus