São Luís terá plano emergencial para dependentes de drogas

São Luís será contemplada com o Plano Emergencial de Ampliação de Acesso ao Tratamento e Prevenção em Álcool e outras Drogas (PEAD) para a prevenção e tratamento de doenças mentais causadas pelo uso de drogas – tendo os jovens como principais vítimas. A instalação do plano para a capital maranhense foi anunciada pelo representante do Ministério da Saúde, consultor Paulo Roberto Aranha de Macedo, palestrante na I Conferência de Saúde Mental Intersetorial de São Luís, realizada pela Secretaria Municipal de Saúde de São Luís (Semus).

De acordo o representante, o plano será instalado ainda este ano e está previsto para começar a funcionar no próximo semestre. O PEAD foi lançado em junho do ano passado voltado para capitais e aos 100 maiores municípios brasileiros que ultrapassam 250 mil habitantes. O plano busca, prioritariamente, alcançar jovens, adolescentes e crianças em situações de vulnerabilidade devido ao consumo de substâncias psicoativas. Além do crack – substância composta por cocaína, ácidos e bicarbonato-, bastante usado entre jovens, o álcool também foi apontado como uma das principais causas de doenças que comprometem a saúde mental.

“Discutir sobre essa prevenção e o tratamento em uma cidade como São Luís é bastante favorável. A proposta é consolidar os avanços da saúde mental. Discutir e fomentar projetos como estes são as principais preocupações para garantir a melhoria nesse segmento em todo o país”, explicou o consultor Paulo Roberto Aranha de Macedo.

A conferência foi aberta, ontem, no auditório Josué Montello, do Uniceuma Campus I, com o tema “Saúde Mental direito e compromisso de todos: consolidar avanços e enfrentar desafios”. A discussão é voltada a todos os setores da sociedade com o propósito de reunir propostas do município para a conferência estadual, dias 17, 18 e 19 deste mês, no Praia Mar Hotel. A prevenção da causa de doença mental é um dos assuntos relevantes para o debate, e também a assistência e a reinserção social.
Autor: Da redação
OBID Fonte: O Estado do Maranhão