Mogi investirá R$ 1 milhão em saúde mental

Hoje, data em que se comemora o Dia Nacional da Luta Antimanicomial, Mogi deve anunciar um investimento de cerca de R$ 1 milhão na área de saúde mental. A exemplo das capitais e das principais cidades do Brasil, a cidade promoverá hoje várias atividades e fóruns, além da inauguração de um novo equipamento da saúde mental: o Centro de Convivência e Cooperativa (Cecco), um espaço destinado a pacientes com doenças mentais “sob controle”, para desenvolvimento de atividades esportivas e oficinas de artesanato, que visam à reinserção social. A cerimônia está prevista para ocorrer às 11 horas, no Centro Esportivo do Socorro. Será o primeiro Cecco do Alto Tietê e o 20º da região metropolitana de São Paulo, que deverá atender, inicialmente, 300 pessoas.

Mas o auge da celebração mogiana ao Dia Antimanicomial deve ocorrer à noite, com audiência pública preparada pelo Ministério Público para discutir a reestruturação do setor na cidade. O evento, que deve começar às 19 horas, no Ciarte (rua Ricardo Vilela, 69, centro), será uma espécie de ´´balanço´´ das ações realizadas nos últimos anos pela administração municipal, seguindo as recomendações das promotorias de Justiça e Cidadania do Fórum de Mogi. Será a oportunidade, ainda, de o prefeito Marco Bertaiolli anunciar novos projetos, como a instalação de um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), para dependentes químicos e de álcool.

A estimativa da Secretaria Municipal de Saúde é de que, só em 2010, o setor receba cerca de R$ 1 milhão de investimentos de novos serviços, incluindo despesas com aluguéis, reformas, insumos e complementações salariais de 42 funcionários do governo do Estado, absorvidos pela Prefeitura com a municipalização da saúde mental. Além disso, deve ser realizado um novo concurso público para contratação de médicos e enfermeiros especializados em Saúde Mental.

“Mogi, nos últimos 12 meses, apresentou uma grande evolução no que se refere à saúde mental. A Prefeitura alugou e reformou um novo prédio para o atendimento ambulatorial, instalou um Caps e, agora, inaugura um Cecco. É mais da metade do que exige a Lei da Reforma”, destacou a psiquiatra Sônia Friedrich, coordenadora da Saúde Mental no município. Ela se refere à lei de número 10.216, implantada em 2001, que instituiu um novo modelo de tratamento aos transtornos mentais. É uma regulamentação contrária aos hospitais psiquiátricos e favorável às ações de controle da doença, associadas a atividades e equipamentos que promovam a reinserção social de quem sofre do problema.

Álcool e drogas
O promotor de Justiça do Fórum de Mogi, Fernando Henrique Moraes de Araújo, foi quem solicitou e organizou a audiência pública de saúde mental, que ocorrerá hoje à noite. Na opinião dele, Mogi “deu um salto significativo” nos últimos 12 meses na área, porém, a administração pública precisa investir mais. “Ainda falta muito para Mogi ser uma cidade modelo em saúde mental”, comentou o promotor.
Autor: Noemia Alves
OBID Fonte: Mogi News