Próxima segunda é o Dia Mundial Sem Tabaco e Lei Antifumo

Na próxima segunda-feira, 31, é celebrado o “Dia Mundial Sem Tabaco”, criado pela Organização Mundial da Saúde – OMS. No Estado de São Paulo, há um ano, precisamente em 7 de maio de 2009, foi instituída a Lei Antifumo, que proíbe fumar em locais fechados de uso coletivo. E a avaliação feita nesse período comprova que a adesão da população superou as expectativas.

Em Campinas, o índice de descumprimento da lei neste primeiro ano ficou abaixo do estimado. O hábito de fumar em locais públicos e fechados diminuiu. A Vigilância Sanitária realizou na cidade mais de 17.500 inspeções, sendo que destas, apenas 38 autuações foram efetuadas. Os dados são de Clélia Scatena, diretora técnica de divisão do órgão.

Cada vez mais, a população se conscientiza dos malefícios causados pelo consumo do tabaco e de seus derivados. Cresceu o número de pessoas que estão fumando menos e de pessoas interessadas em parar de fumar.

“O cigarro causa danos severos e irreversíveis à saúde. Os danos vão desde efeitos locais (boca, orofaringe, laringe e pulmões) até efeitos sistêmicos, como câncer de bexiga, pâncreas e outros, além de doenças coronarianas, aneurisma, úlcera e trombose, só para citar alguns exemplos de doenças que podem ser causadas ou agravadas pelo tabagismo” explicou Luís Salvador Petrilli, chefe do departamento de oncologia do Hospital Vera Cruz.

Um levantamento feito pela ITC Brasil (International Tobacco Control) mostra que mais de 91% dos fumantes brasileiros estão preocupados com a saúde e 82% revelam já ter tido problemas relacionados ao tabaco. Mais da metade (51%) têm planos de deixar de fumar nos próximos seis meses.

Para os interessados em parar de fumar, o ingrediente mais importante é a motivação, o desejo de abandonar o vício e a dependência que as substâncias geram ao organismo. É preciso estar preparado para os efeitos de abstinência, que indicam que corpo está se ajustando à falta de nicotina. Por isso, a ajuda de um profissional de saúde é fundamental na grande maioria dos casos.

“O tabaco causa dependência física e química. Por isso muitos fumantes buscam ajuda médica para abandonar o vício. A maioria não deixa o hábito na primeira tentativa, mas toma cada vez mais consciência de sua necessidade. O importante é não desistir e principalmente querer deixar o vício”, afirmou médico Petrilli.
OBID Fonte: Jornal de Vinhedo