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Cobradas ações contra as drogas

A questão está sendo motivo de insistentes pronunciamentos de deputados de todas as tendências políticas.

O problema gerado pelas drogas tem sido um assunto recorrente nas sessões da Assembleia Legislativa, e ontem não foi diferente. Os deputados insistem na necessidade de políticas públicas e ações de combate às drogas, como também na recuperação dos viciados.

Segundo o deputado Manoel Castro (PSDB), um artigo assinado pelo médico Dráuzio Varella, afirma que nas prisões de São Paulo não há mais uso do crack, pois as próprias facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), exterminaram o uso da droga entre os seus. De acordo com o parlamentar, eles perceberam que o crack trazia mais malefícios do que benefícios.

“As organizações criminosas não aceitam que seus indivíduos consumam crack. Os que consomem são expurgados”, pontua, destacando que nos Estados Unidos não foi o Governo quem acabou com o uso dessa droga, mas os criminosos, ao perceberem que o crack não era lucrativo.

Enquanto em outros estados e países nem as organizações criminosas aceitam mais o crack, no Ceará essa droga vem ganhando espaço. Para Manoel Castro, é necessário criar uma força governamental para combater o uso da droga. O deputado Welington Landim (PSB) também aposta numa ação concentrada para exterminar as drogas. Ele defende a união de governos e demais autoridades focalizados para este fim.

Recuperação

Já os deputados Fernando Hugo e Osmar Baquit, ambos do PSDB, reiteram a necessidade de clínicas de recuperação para dependentes químicos no que pese a diminuição dos efeitos das drogas na sociedade. Mas para isso, atestam, é necessária a união do Estado e das maiores prefeituras do Ceará.

Fernando Hugo argumenta que não adianta tratar o drogado com procedimentos ambulatoriais, pois quando o vício chega ele se entrega as drogas. A única saída, avisa, é a internação por no mínimo seis meses.

A deputada Rachel Marques (PT) salientou que a nível Federal uma medida específica para o crack já foi tomada, o plano interministerial de combate ao crack, onde serão aplicados R$ 410 milhões. A iniciativa prevê que até o fim deste ano o número de leitos para receber dependentes químicos dobrem.

“Esse enfrentamento das drogas no nosso Estado deve ser através de uma ação combinada das de diversas políticas de prevenção, tratamento e de combate ao tráfico. Mas, certamente precisamos resolver uma lacuna assistencial para que possamos ver os jovens tendo oportunidade de resgatar a vida, a cidadania e a dignidade, porque vidas estão sendo destruídas e famílias dilaceradas”, argumentou a deputada, em seu pronunciamento.
Fonte:Diário do Nordeste/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)