Mulheres são o foco de campanha contra o cigarro

Todo mundo já sabe que o cigarro é um grande vilão para a saúde. No caso das mulheres, as consequências são maiores ainda.

Pensando nos fatores de risco à vida delas, a Organização Mundial de Saúde fez uma campanha mais feminina para o Dia Mundial sem Tabaco, em 31 de maio. O tema será “Os sexos e o tabagismo: a promoção do cigarro destinada às mulheres”.

Na prática, o cigarro aumenta a taxa de infertilidade, causa alterações no ciclo menstrual, problemas durante a gravidez, doenças cardiovasculares e respiratórias. E tudo se complica quando entra em cena o anticoncepcional, pois quando esses dois elementos se juntam, os efeitos se potencializam enormemente.

De acordo com Denise Franco, mestre em endocrinologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), o anticoncepcional, quando associado ao tabagismo, aumenta em dez vezes o risco de trombose, em 39 vezes o de doenças cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio, e em 22 vezes o de acidente vascular cerebral (AVC) quando comparado a mulheres não fumantes.

— Mulheres que fumam estão mais sujeitas a iniciar a menopausa antes dos 45 anos de idade, o que pode aumentar o risco de osteoporose e doenças cardíacas — esclarece.

Normalmente, a mulher torna-se fumante na adolescência, ao mesmo tempo em que inicia sua vida sexual. Essa perigosa combinação faz parte da gênese e progressão de várias doenças que podem comprometer o aparelho reprodutor feminino como as vulvovaginites e o câncer de colo uterino — que é de duas a sete vezes mais prevalente entre fumantes.

— O cigarro pode acelerar o envelhecimento da pele e reduzir a expectativa de vida da mulher. Então, para buscar uma vida mais saudável é necessário parar de fumar e praticar exercícios físicos de forma rotineira, além de manter uma dieta equilibrada com frutas e verduras para enriquecer o cardápio — recomenda Denise.

Porém, as doenças e mortes prematuras causadas pelo tabagismo podem começar a ser evitadas no momento em que se abandona o cigarro e se inicia uma terapia orientada pelo médico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que menos de 5% dos fumantes que tentam deixar o cigarro sem apoio médico se mantêm livres do fumo após o primeiro ano. É a dependência que está por trás do cigarro que explica por que tantas pessoas tentam inúmeras vezes parar de fumar e não conseguem. A entidade estima que mais de 5 milhões de pessoas morram vítimas dos efeitos do tabaco a cada ano, sendo 1 milhão só na América Latina.
Autor: Da editoria de saúde
OBID Fonte: CDN.