OMS estima que 40% das mortes entre mulheres estão associados ao tabaco

Para celebrar o dia Mundial sem Tabaco que acontece nesta segunda-feira (31), a Organização Mundial de Saúde (OMS) escolheu as mulheres como tema para fazer o alerta quanto aos perigos do tabaco.

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima que o tabagismo seja responsável por 40% dos óbitos nas mulheres com menos de 65 anos. Em Roraima, as gestantes receberão folderes educativos e orientações em oficinas e palestras nas unidades de atenção básica.

A Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) faz um alerta às gestantes em relação aos problemas que podem surgir, devido aos componentes químicos do cigarro que podem atingir o feto quando a gestante fuma. Abortos espontâneos, nascimentos prematuros e bebês de baixo peso estão entre as principais consequências do vício nas gestantes.

Em Roraima, números da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), de 2008, apontam que 17,4% da população roraimense, acima dos 18 anos, são fumantes. Já em 2009, esse número reduziu para 16%.

Segundo a gerente do departamento da Política de Atenção Oncológica, Liliana Bezerra, os pais devem ser os principais aliados no combate ao vício. Para ela o primeiro contato da criança com o cigarro, normalmente, ocorre dentro de casa. “Muitas vezes a pessoa passa a fumar devido à admiração que ela tem por um fumante ou devido ao constante contato quando os pais pedem para ela comprar o produto”, explica.

Apesar de o cigarro ser o principal causador de câncer no pulmão, Liliana afirma que os componentes químicos do cigarro estão diretamente ligados a outros tipos de câncer entre eles os de boca e laringe.
De acordo com o Ministério da Saúde (MS) entre as mulheres que convivem com fumantes, principalmente os maridos, há um risco 30% maior de desenvolver câncer de pulmão em relação àquelas cujos maridos não fumam.

Tratamento
A Sesau oferece, por meio do Departamento da Política da Atenção Básica, tratamento às pessoas que desejam abandonar o vício de fumar. Tudo para reduzir o número de fumante no Estado. Essas pessoas são acompanhadas por um ano.

Quinze pessoas estão em fase de avaliação para ingressar no tratamento. “Essas pessoas passarão por consultas ambulatoriais com médicos e psicólogos. Nelas será avaliado o grau de dependência química e física de cada uma”, esclarece Liliana. Com o objetivo de levar o tratamento para os moradores do interior do Estado, até julho deste ano, a Sesau vai oferecer cursos de qualificação aos profissionais da área de saúde da rede municipal. Médicos, enfermeiros e psicólogos da Capital e interior serão preparados para tratar de dependentes do cigarro.
Fonte:BV News/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)