A que ponto se chega por causa da droga

Uma notícia publicada na edição de ontem do A TRIBUNA, trouxe à baila uma questão séria e preocupante, que afeta a sociedade como um todo, que é o tráfico de drogas e o nefasto poder ilusório que ele exerce sobre as pessoas a ponto de algumas delas colocarem em risco à própria vida, fazendo a modalidade mais perigosa de tráfico, através da ingestão do entorpecente.

A Polícia Federal mais uma vez está de parabéns, pelo profícuo e incansável trabalho de investigação e combate ao narcotráfico internacional e doméstico. Prova disso foi a última apreensão de 670 kg de pasta base de cocaína, considerada a maior do ano no Estado.

Outro fator preocupante, é que em duas situações distintas e com apenas algumas horas de diferença, grandes quantidades de entorpecentes foram apreendidas na região de Rondonópolis. A quase uma tonelada de pasta base estava saindo da cidade, com destino a São Paulo, e os quatro bolivianos presos com entorpecente no estômago e intestinos tinham como destino a nossa cidade.

Por se posicionar num entroncamento estratégico das rodovias mais importantes no eixo Sudeste – Centro Oeste – Norte, que são as BRs 163 e 364, a cidade de Rondonópolis vem sendo utilizada pelos narcotraficantes como rota de tráfico. E os organismos de segurança pública precisam voltar as suas atenções para este detalhe: O crescente número de bocas de fumo nos bairros periféricos e até centrais da cidade, é uma triste realidade!

E a baixa escolaridade, a falta de capacitação profissional, as dificuldades de encontrar uma colocação no mercado de trabalho, justamente pela falta de qualificação, tem sido a justificativa dos que optam por ficar a serviço do tráfico. Então essa leva de adolescentes e jovens acaba sendo atraída por esse canto sedutor do tráfico de drogas, que promete poder e dinheiro fácil aos seus militantes. O maior problema nisso tudo é que, muitas vezes, seduzidos pela suposta facilidade e pela quase nenhuma exigência de qualificação, o indivíduo iludido com essa fantasia acaba entrando num caminho sem volta e violento, que lhe cobra o preço da própria vida para continuar no ramo, e o mesmo preço até para deixá-lo, quando se arrepende e tenta sair do esquema. Sem contar que a droga mata os sonhos juvenis, interrompe o curso natural da vida, corrompe e destrói a célula mais importante da sociedade, que é a família. Por isso, precisamos deixar de compactuar com o tráfico e denunciá-lo. Não podemos permitir que nossos filhos sejam cooptados e destruídos por essa coisa terrível.
Fonte:A Tribuna Mato Grosso/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)