Maconha é o entorpecente mais usado no mundo, segundo estudo da ONU

Com um crescimento expressivo, principalmente na América do Sul, a maconha continua a ser a droga mais utilizada em todo o mundo, de acordo com o relatório do Escritório sobre Drogas e Crime da Organização das Nações Unidas (Unodc).

A droga é a mais apreendida no Paraná, principalmente por causa da ligação com o Para­guai, país que cultiva a droga.

“Há uma estimativa de 5 mil hectares plantados no país, embora o Ministério de Relações Ex­­teriores do Paraguai já tenha falado em 15 mil. Cada hectare de cannabis pode produzir três toneladas de maconha. É só fazer a conta e perceber que as apreensões não chegam nem perto do que realmente é produzido”, explica Rivaldo Venâncio, delegado de Repressão a Entorpecentes da Polícia Federal. Uma última apreensão, neste ano, de 1,7 tonelada no Porto de Santos, em São Paulo, não chegaria nem perto de todo o potencial da droga.

Por aqui, o delegado diz que o trabalho de combate à maconha tem sido não só de fiscalização de fronteira, mas de cooperação com a polícia paraguaia, com operações conjuntas no país vizinho. O Unodc diz em seu relatório que, assim como as anfetaminas, a maconha é de difícil rastreamento, devido a uma produção descentralizada – a fabricação ocorre na região em que a droga também é consumida. Mesmo assim, há uma estimativa de que cerca de 2,6% da população brasileira entre 15 e 64 anos de idade usou maconha em 2007.

Segundo dados do Narco­denúncia 181, de janeiro até agora 12,9 mil quilos de maconha foram apreendidos no Paraná. Os dados coletados desde 2003 não mostram, porém, uma evolução regular que possa indicar aumento ou redução nas apreensões.

Incineração

A Polícia Federal em Curitiba incinerou, na manhã de ontem, uma tonelada de maconha e 88 quilos de cocaína apreendidos em 15 operações realizadas nos últimos dois anos. Foram utilizados os fornos da Votorantin Cimentos, em Rio Branco do Sul, na região metropolitana. Os casos em que serviram de evidência já foram julgados e, portanto, o material teve a destruição autorizada pela Justiça. Ontem também foram incineradas pelo órgão cinco toneladas de maconha em Cascavel e 430 quilos, em Maringá.
Fonte:Gazeta do Povo/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)