Evento discute como prevenir uso do crack

A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos realiza hoje, das 8h às 17h, na Faculdade Maurício de Nassau, no Derby, o I Seminário Estadual de Enfrentamento ao Crack.

O objetivo é debater formas eficazes de prevenção ao entorpecente, o papel da mídia no combate às drogas e experiências de movimentos religiosos. O encontro faz parte do Plano de Ação Social Integrado de Enfrentamento ao Crack, lançado pelo Estado em maio.

Participam do seminário voluntários, colaboradores da sociedade civil organizada, representantes de universidades, de meios de comunicação, de igrejas e do Ministério Público de Pernambuco. A organização espera a participação de 500 pessoas. O governador Eduardo Campos declarou várias vezes que o crack tem contribuído de maneira decisiva para a matança de jovens no Estado.

E, na manhã de ontem, em Camaragibe, Grande Recife, a droga fez outra vítima. Um adolescente de 16 anos foi assassinado a golpes de faca no bairro de Alberto Maia por um homem ainda não identificado pelo Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP). De acordo com informações preliminares, ele estava praticando assaltos na comunidade para manter o vício. O delegado do DHPP Alfredo Jorge está à frente da investigação.

O seminário pretende focar o crack não só no aspecto da repressão policial. Os temas do encontro são diversos. Prevenção: novas formas de pensar e enfrentar o problema, Álcool e outras drogas no contexto da saúde mental e A droga, sua classificação e efeitos em sua relação com o sujeito. Dentro do programa de combate ao crack, a Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos informou que a meta estabelecida é a implantação de 16 Centros de Referência e Acolhimento ao Usuário de Drogas em 21 municípios do Estado.

Até agora, apenas dois foram inaugurados. O primeiro, no início de junho, no município de Bom Jardim, no Agreste do Estado, e o segundo, na sexta-feira passada, na Rua Demócrito de Souza Filho, no bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife.

Os centros têm psicólogos, pedagogos, assistentes sociais e enfermeiros. De lá, usuários, após receberem o primeiro tratamento, são encaminhados a instituições ligadas ao Sistema Único de Saúde e ao Sistema Único de Assistência Social.
Fonte:Jornal do Commercio/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)