Cooperação entre Paraguai e Brasil reduz tráfico de maconha

A cooperação entre os governos do Brasil e do Paraguai no combate à produção e ao tráfico de maconha começou a dar resultado, segundo os mais recentes levantamentos da Polícia Federal. Como consequência, a droga está mais escassa, o preço subiu e as apreensões estão caindo significativamente, embora a repressão tenha aumentado, sobretudo na faixa de fronteira.

A maconha ainda é a droga ilícita mais consumida no País e 80% da oferta vem do Paraguai, que aceitou a participação da Polícia Federal brasileira nas operações de erradicação de plantações da erva em seu território. Só no ano passado, foram erradicados mais de 2.000 hectares de plantações em solo paraguaio, com o auxílio brasileiro. A escassez do produto, a elevação de preço e a repressão estariam fazendo o consumo ceder no País.

“Não adianta só apreender drogas e deixar as rotas intactas”, disse o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, ao anunciar conjunto de medidas para atacar o tráfico de drogas na fronteira do Brasil.

“Não dá para dizer que a guerra está ganha, porque há um longo caminho a avançar, sobretudo nas políticas públicas de prevenção e tratamento de dependentes, mas dá para afirmar que estamos no rumo certo”, afirmou o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa. “Saímos daquela visão impregnada de preconceito dos países ricos, que só criminalizam países produtores, para uma política de cooperação”, explicou.

Cocaína – Os resultados estimularam o Brasil a reproduzir a mesma política cooperativa com a Bolívia, maior produtor de folhas de coca, e também com o Peru, para repressão à produção de pasta base usada na produção de cocaína e crack. Acordos de cooperação já foram celebrados e ainda neste ano devem começar operações conjuntas contra o tráfico de substâncias ilícitas nos dois países.
Autor:
OBID Fonte: Agência Estado