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Efeitos e perigos das anfetaminas

As anfetaminas são drogas sintéticas, desenvolvidas na Alemanha em 1887, que estimulam a atividade cerebral. Por aliviarem o cansaço (embora a fadiga possa se apresentar de maneira ainda mais pronunciada ao fim do efeito), foram amplamente utilizadas pelas forças militares durante a Segunda Guerra Mundial. Depois da guerra, porém, os governos tiveram de lidar com legiões de ex-combatentes que desenvolveram dependência.

De acordo com o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), vinculado à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a aceleração da atividade cerebral proporcionada pelas anfetaminas deixa o usuário mais “elétrico” e “desperto”.

Além da aplicação mais usual no Brasil, como inibidores de apetite, essas drogas, popularmente também conhecidas como “rebites” ou “bolinhas”, são ingeridas por profissionais que precisam estender a jornada de trabalho ao limite. O exemplo mais comum é dos caminhoneiros que têm de cumprir prazos apertados de entrega de cargas. O uso também é verificado entre estudantes que passam noites em claro. As drogas ilícitas ecstasy (MDMA ou metilenodioximetanfetanima) ou ice (metanfetamina) também fazem parte do grupo das anfetaminas.

Por causarem perda de sono e de apetite, as anfetaminas levam o organismo a funcionar acima de sua capacidade, o que é prejudicial à saúde. Quando a pessoa que faz uso de maneira não controlada e supervisionada por um médico para de tomar, sente o efeito inverso, falta de energia (astenia), sentindo-se deprimida e incapacitada para as atividades do dia-a-dia.

Segundo o Cebrid, outros efeitos provocados pelas anfetaminas são dilatação das pupilas e taquicardia. Pessoas com problemas cardíacos e de pressão alta não podem usar essas substâncias sem estrito acompanhamento médico. Doses exageradas podem produzir agressividade, irritabilidade, paranoia, convulsões e até delírio de perseguição e alucinações.
Autor: Rafael Faria
OBID Fonte: Jornal do Senado