Sesau dobra o número de vagas para tratamento de fumantes

O Departamento da Política da Atenção Oncológica, da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) dobrou para 30 o número de vagas disponíveis para o tratamento ao fumante.

A proposta é reduzir o número de pessoas dependentes do cigarro em Roraima. Essas pessoas já foram convocadas e preencherão uma nova turma do tratamento no período da manhã.

O tratamento é feito na Unidade Integrada de Saúde Mental (Uisam). Os pacientes foram avaliados por médicos e psicólogos. Durante a avaliação foi identificado o grau de dependência química pela nicotina que cada paciente apresenta. Os especialistas também avaliam o grau de dependência física, ou seja, daqueles que são viciados no simples ato de manter o cigarro entre os dedos.

Ainda durante a avaliação, o psicólogo identifica se há necessidade de o paciente ter um acompanhamento psicológico. De acordo com a diretora do departamento de Política da Atenção Oncológica, Liliana Bezerra, a Sesau possui profissionais qualificados e à disposição das singularidades dos pacientes apontadas na avaliação.

O tratamento
Como forma de combater a dependência química, o tratamento é feito com adesivos de nicotina no corpo e o uso de chiclete apropriado, além de medicamentos.

Os três primeiros meses de tratamento serão feito com o uso de medicamentos e o cidadão frequentará a unidade uma vez por semana. Durante um ano, o paciente receberá assistência pela equipe de profissionais de saúde.

Liliana Bezerra recomenda aos fumantes que desejam abandonar o cigarro, evitar lugares e pessoas que o influencie fumar. “O ideal é que o paciente se afaste de dependentes do cigarro e caso tenha algum local da casa, por exemplo, que a pessoa costuma frequentar para fumar deverá ser evitado”, explica.

Dados
Em Roraima, números da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito telefônico (Vigitel), de 2008, apontam que 17,4% da população roraimense, acima dos 18 anos, são fumantes. Já em 2009, esse número reduziu para 16%.

Segundo Liliana Bezerra, os pais devem ser os principais aliados no combate ao vício. Para ela, o primeiro contato da criança com o cigarro, normalmente, ocorre dentro de casa. Ela explica que muitas vezes a pessoa passa a fumar devido à admiração que tem por um fumante ou devido ao constante contato quando os pais pedem para ela comprar o produto.

Apesar de o cigarro ser o principal causador de câncer no pulmão, Liliana afirma que os componentes químicos do cigarro estão diretamente ligados a outros tipos de câncer entre eles os de boca, laringe e pulmão.
Fonte:BV News/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)