A dependência química pode trazer consequências nocivas

Segundo o Laboratório de Neurociências ligado à Universidade de São Paulo (USP), “a dependência química é uma síndrome caracterizada pela perda do controle do uso de determinada substância psicoativa.

Os agentes psicoativos atuam sobre o sistema nervoso central, provocando sintomas psíquicos e estimulando o consumo repetido dessa substância”.

O adicto é aquele que depende de certas substâncias, e a dependência pode se apresentar de duas formas, a psicológica e a física.

As principais drogas utilizadas, segundo moradores do Jardim Maracanã, são a maconha e o crack.

Segundo informações retiradas do site da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), a maconha pode causar males como bronquite, asma, faringite, enfisema, câncer, diminui a imunidade – aumentando a chance de ocorrerem infecções.

Se utilizada durante a gravidez, existe a possibilidade de a maconha prejudicar o feto. Durante seu uso, a memória fica prejudicada, e a pessoa não consegue executar tarefas múltiplas, conforme expõe a UFCSPA.

O crack – forma de consumo da cocaína, através de pedras – pode ser considerado ainda mais nocivo em relação aos efeitos patológicos. Mesmo com doses baixas, ocorrem alterações em todo o organismo, como o aumento da frequência dos batimentos cardíacos e da pressão arterial.

Doses moderadas de crack podem fazer com que apareçam vômitos, diarreia, excitação, confusão das ideias e até ansiedade extrema. Esses efeitos podem durar de poucas horas até alguns dias, segundo informa o site da UFCSPA.

“A utilização de doses elevadas pode ocasionar uma significativa hipertensão arterial, taquicardia, calafrios, transpiração excessiva, convulsões e morte (por efeitos sobre o coração e respiração) que caracterizam a intoxicação aguda, também conhecida como overdose”, informa o site da universidade.

Com o uso de forma contínua (semanas ou meses), podem ocorrer alterações comportamentais como: agressividade, ideia de perseguição (paranoia), alucinações táteis (sensação de insetos caminhando sobre a pele), visuais e auditivas (ver e ouvir coisas) e delírios (desorientação, confusão, medo e ilusões), segundo a UFCSPA.

De acordo com estudos do Laboratório de Neurociências da USP, “essa apresentação da cocaína atinge o sistema nervoso central de maneira mais rápida e intensa que a droga aspirada. A taxa de complicações associadas ao uso é maior, porque o crack rapidamente gera uma dependência grave e de difícil tratamento”.

A terapeuta ocupacional do Caps-ad de Ponta Grossa, Elaine Bastos, explica como é feito o tratamento de dependentes químicos. Para ouvir: http://www.portalcomunitario.jor.br/news.php?item.1503.92
Fonte:Portal Comunitário de Ponta Grossa/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)