Para especialista, tempo de internação de Lindsay Lohan é ´bom´

Recém-saída da clínica de reabilitação onde ficou internada por 22 dias, a atriz Lindsay Lohan já fala em retomar a carreira em Hollywood.

E em se manter saudável – leia-se distante do álcool e da cocaína. O otimismo parece exagero diante do fato de que Lindsay não cumpriu nem um terço da pena a que foi condenada – além de 90 dias internada, ela deveria passar outros 90 na prisão, onde ficou apenas 13. Mas o especialista Carlos Salgado, presidente da Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas (Abead), garante que, se seguir corretamente o programa de terapia e aconselhamento a que será submetida a partir de agora, a atriz tem tudo para permanecer limpa.

Após ser flagrada dirigindo alcoolizada e descumprir as orientações de tratamento recebidas, a atriz Lindsay Lohan foi condenada a 90 dias de reabilitação. Mas ela só cumpriu 22. É tempo suficiente para se recuperar?
De uma forma geral, três semanas de tratamento intensivo para questões relacionadas com álcool são bastante úteis. Servem como introdução a um período de abstinência e como motivação para uma mudança efetiva de comportamento. Hoje, é cada vez mais comum fazer internações breves – de duas semanas, por exemplo -, até por questões financeiras.

Na prisão, ela ficou ainda menos tempo: 13 dos 90 dias que deveria passar confinada. Isso não prejudica a sua mudança?
Os dias da prisão são pouco motivadores de mudança, no sentido de libertação do vício, porque causam frustração.

O que ela precisa fazer para se reabilitar seriamente?
Ela tem duas opções: atendimento por parte de leigos, em grupos de autoajuda como os Alcoólicos Anônimos (AA) ou por parte de profissionais, fazendo consultas com psicólogos ou psiquiatras, que é o que vai ocorrer.

Por que tantas celebridades se envolvem com álcool e drogas?
É uma equação bem difícil. Alguns grupos sociais parecem ter um risco maior para abuso de álcool e droga, de acordo com a disponibilidade e proximidade das substâncias (caso dos médicos) e o estilo de vida que levam (caso dos jornalistas, artistas e profissionais de marketing em geral). Professores, por exemplo, têm um risco menor de envolvimento com álcool e drogas.

Há também questões psicológicas envolvidas?
Sim. Tem uma regra interessante, na área da dependência química, de que o paciente sempre tem uma condição psiquiátrica associada ao vício. Como um quadro de ansiedade, que pode deixar alguém inseguro e contribuir para o uso de tranqüilizantes, barbitúricos e álcool. Artistas podem ser bastante expostos a fatores psicológicos como esse.
Fonte:Veja On-line/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)