A um passo do vício: os perigos do álcool

O hábito social de beber é tolerado pela sociedade e muitas vezes aprovado pela família e amigos através da motivação pela propaganda.

Segundo Alexandre Bez, psicólogo “È fundamental atentarmos sob o controle do consumo dessa substância, para que o mesmo não migre de um mau hábito, para a categoria de vício”.

Diferenças entre Álcool e Alcoolismo

O uso moderado de substâncias alcoólicas, desde que tomado com responsabilidade e cautela, classifica a pessoa como alguém que bebe “apenas socialmente” tendo noção das doses que está ingerindo, sem cometer escândalos e imprudências, diferente daquele que possui o vício, bebendo em larga escala, não só prejudicando a si, mas aos outros, especialmente no quesito dirigir.

O que classifica um indivíduo com transtorno induzido por substância alcoólica (alcoolista ou alcoólatra), não é a quantidade ingerida, mas sim o limite de tempo entre uma dose etílica e a outra. Ele pode, por exemplo, em um dia ficar bêbado sem ser alcoolista.

O Consumo Crônico de Álcool

O consumo crônico de álcool é causado pelo alcoolismo, e em função disso o indivíduo ingere quantidades além de sua capacidade de absorção. O alcoolismo necessita do álcool, para que se acione esse mecanismo desenfreado de consumo etílico. Para muitos especialistas, o consumo moderado do álcool, já representa uma situação de contato perigosa com o vício onde em situações extremas pode ocorrer hepatite alcoólica, coma alcoólico, cirrose, além das facilidades do indivíduo desenvolver câncer em várias regiões do corpo.

Fatores Existentes para que o uso Alcoólico Transforme-se em Alcoolismo

– Ambiente Social

– Saúde Emocional

– Pré-Disposição Genética

Taxas e Condições Físicas

O usuário de álcool geralmente possui as taxas de glicose, triglicérides e colesterol mais altas , assim como a pressão arterial. Existem alguns estudos defendendo a eficácia do álcool em porções moderadas, porém tais benefícios só são adquiridos em países europeus e mais frios, países tropicais como o Brasil estão excluídos. O fígado é duramente massacrado pelo consumo excessivo de álcool, colecionando lesões e possível intoxicação aguda provocada pelo álcool. O Álcool é a droga que mata no mundo da maneira mais rápida, até pela facilidade de aquisição, em uma primeira instância ele pode provocar calmaria, pois é depressor do sistema nervoso central, mas em um segundo estágio desenvolve a violência que pode ser verbal, agressiva e doméstica. Jamais deve ser administrado com outra droga para não haver problemas maiores. Interações com ansiolíticos, antidepressivos também devem ser totalmente evitadas para não haver comprometimento hepático como uma hepatite medicamentosa, por exemplo.

Síndrome de Abstinência

Pode causar irritação, tremedeiras, comportamento violento, sintomas depressivos, delírios e alucinações. Portanto a necessidade de tratamento adequado e a retirada moderada devem ser executadas pelo profissional habilitado seguindo as normas de conduta.

Etapas para o tratamento:

– desintoxicação

– exame físico

– repouso

– nutrição adequada

– vitaminas (especial a tiamina)

Reabilitação

– esforço para motivar o dependente

– níveis de ajustamento emocional

– prevenção de recaídas

Alexandre Bez – Psicólogo especializado em Ansiedade e Síndrome do Pânico pela Universidade da Califórnia – UCLA, e Relacionamento pela Universidade de Miami, Flórida, membro da APA.
Fonte:SEGS Portal Nacional Seguros & Saúde/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)