Alunos mostram-se afiados na estreia do Desafio contra o crack

O primeiro dia de prova do 4º Desafio de Redação do Diário, cujo tema é Crack, Tô Fora!, iniciado ontem agitou estudantes de 15 escolas de Mauá.

O desafio é correalização da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul) e do DAE (Departamento de Água e Esgoto), com apoio da Ecovias. Hoje, continua em instituições de ensino da mesma cidade.

Fabíola da Silva, 15 anos, aluna da 7ª série da Escola Estadual Zaíra VI, foi a primeira a concluir a redação. Ela optou por descrever problema que está intimamamente ligado ao seu dia a dia. “Meu primo é usuário de crack e estou fazendo o possível para ajudá-lo. Achei que me saí bem. Falei sobre os males que a droga causa e que também pode levar à morte”, explicou.

A professora de português e produção de texto de Fabíola, Magda Cristina, 38 anos, torce por boa performance de seus alunos. “Sempre trazemos o tema para a sala de aula. Acredito que uns três alunos podem ir mais longe nesse desafio.” Neste ano, a escola participa com aproximadamente 1.200 estudantes.

Com o intuito de ampliar os debates sobre a dependência química entre familiares e jovens, a EE Professora Therezinha Sartori, na Vila Noêmia, com 2.600 alunos, prepara seu pessoal por meio de atividades específicas que começaram há um mês.

Myriam Marcondes, coordenadora pedagógica, explicou como isso foi feito “Nós propusemos que criassem através de nossos projetos. Fizemos uma redação sobre outros temas para aquecer. Assim, hoje (ontem) eles colocaram tudo em prática.”
Matheus Andrade, 14 anos, da 8ª série, intitulou sua redação de “Crack não é brincadeira”, apesar de o tema ser Crack, Tô Fora!, alertando quanto à falta de informação dos jovens.

Outra escola que se preparou para o 4º Desafio de Redação do Diário foi a EE Delfino Ribeiro Guimarães, no Capuava, com 230 alunos no Ensino Fundamental. Jeane Rodrigues, 11 anos, aluna da 5ª série, informou-se sobre o tema para melhor embasar sua redação. “Não sabia nada sobre a causa. Descobri que famílias pobres não podem pagar pelo tratamento em clínicas de recuperação.”

Os vencedores das seis categorias do Desafio de Redação serão conhecidos em novembro e o campeão geral ganhará uma bolsa de estudos integral na USCS em um curso de sua escolha.

A proposta da atividade é estimular as discussões sobre a gravidade da dependência química e do efeito destrutivo que o crack pode causar junto às famílias e ao usuário, bem como quanto à falta de políticas públicas de saúde específicas sobre o tema ou estatísticas que conduzam a criação das mesmas.
Fonte:Diário do Grande ABC/ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)