Batalha contra o cigarro

Jornal de Brasília
Ele é ex-fumante e quer combater a fumaça do cigarro de todos os ambientes da capital federal.

Por isso, criou o Programa de Controle ao Tabaco e outros fatores de risco de câncer, presente em todo o País. Celso Antônio Rodrigues também é coordenador do programa que foi desenvolvido conforme as normas do Instituto Nacional do Câncer (Inca), com estrutura e datas pontuais, como o Dia Mundial sem Tabaco, o Dia Nacional de Combate ao Câncer e o Dia Nacional de Combate ao Fumo.

“Ampliamos e começamos a trabalhar em duas fontes, criar um ambiente 100% livre da fumaça do cigarro e depois trabalhar na saúde, tirando de dentro das unidades de saúde as fumaças de cigarro”, explica. De acordo com o médico pneumologista, 2.500 pessoas deixaram de fumar graças ao programa. “E temos a meta de diminuir de 1% a 2% ao ano”. Segundo ele, em Brasília, são 310 mil fumantes. E ressalta que o trabalho mais importante é onde encontram maiores dificuldades, programas voltados para as escolas de Ensino Fundamental. “Nosso trabalho é feito com professores, um curso de 40 horas, atualização na saúde. Pois saúde é um tema transversal e multidisciplinar. Hoje o que a população sabe de saúde é por meio da mídia, mas deveria ser uma informação médica contínua”, explica. Celso diz que o curso oferecido por sua equipe faz entender o que é o câncer, quais os fatores de risco e como evitar. Aqui em Brasília o programa funciona desde 1999. “Quero capacitar todos os professores. Mas não conseguimos implantar um programa na rede pública, por falta de apoio da Secretaria de Saúde e de Educação”, lamenta.

O título do trabalho premiado pela Associação Médica de Brasília (AMBr) e pelo Jornal de Brasília, “Personalidade de destaque em ações de controle do tabagismo”, é motivo de orgulho para aquele que luta diariamente contra o uso do tabaco. Mas ele conta que seu grande objetivo como médico é fazer com que as crianças não entrem em contato com os fatores de risco. “Os alunos serão os elementos de agente de mudança”, destaca.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)