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Governo planeja construir centro para dependentes químicos no Amazonas

D24am
A unidade, que ainda está com o projeto em fase de elaboração e não tem local definido, deve atender pessoas com problemas que levam a dependência química e os dependentes químicos.

O Governo do Estado do Amazonas deve implantar, até 2014, uma Unidade de Atenção Especializada em Saúde com Centro de Reabilitação de Dependentes Químicos no valor de R$ 8 milhões, em Manaus. As informações são do secretário de Estado de Saúde (Susam), Wilson Alecrim.

O secretário disse que a proposta faz parte do plano de governo 2011-2014 e não influenciará no trabalho já realizado pelos centros de reabilitação conveniados.

“É importante ressaltar que a unidade será algo separado do que já é realizado na rede e que ela não será construída já em 2011, mas sim no decorrer do próximo governo”, afirmou.

A unidade, que ainda está com o projeto em fase de elaboração e não tem local definido, deve atender, de acordo com Alecrim, pessoas com problemas que levam a dependência química e os dependentes químicos, além de dar acompanhamento psicológico às famílias dos pacientes.

Alecrim não soube precisar a média de dependentes químicos existente no Estado, mas ressaltou que o cenário local não é muito diferente do resto do País.

Com a finalização do projeto, que segundo o secretário, deve acontecer dentro de três meses, será iniciado o processo de destinação de recursos e implantação da unidade.

Este ano, o governo do Estado investiu R$ 1,6 milhão em convênios da Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) com seis centros particulares de reabilitação. Estima-se que pelo menos 450 adolescentes e adultos dependentes químicos recebam atenção nos centros conveniados, todos os anos, com custo médio de R$ 2 mil por tratamento realizado.

Entre os centros conveniados com o Estado, este ano, estão o Instituto Novo Mundo, o Desafio Jovem de Manaus, o Serviço Missionário do Amazonas, a Fazenda da Esperança, a Sociedade Beneficente Cristã e o Instituto Naf Brasil.

Nos centros, os pacientes permanecem em regime de internato durante quatro meses – em que passam por um processo de desintoxicação – podendo ser estendido por até um ano, dependendo do caso.

Informações disponíveis no site da Prefeitura Municipal de Manaus (PMM), dão conta de que, até o final deste ano, estava programada a inauguração do primeiro Centro de Atenção Psicossocial (Caps), de tipo AD, direcionado exclusivamente ao tratamento de dependentes químicos não portadores de doenças mentais. Mas em maio deste ano, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) informou que o centro de atendimento ainda estava aguardando processo licitatório, sem data prevista para acontecer.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)