Igreja entra em campanha para clínicas voltada para os dependentes

Rede Bom Dia
Unidade para o tratamento de viciados já é uma exigência da Justiça local, mas ainda está longe de sair do papel.

A Igreja Católica manifestou apoio e entrou oficialmente na campanha de implantação da clínica de reabilitação para dependentes químicos jovens em Marília. A unidade para o tratamento de viciados já é uma exigência da Justiça local, mas ainda está longe de sair do papel.

A partir desta semana, integrantes do Comen (Conselho Municipal de Entorpecentes) – entidade que encabeça o movimento – , percorrerão as paróquias recolhendo assinaturas dos fiéis e orientando sobre a necessidade da clínica. O abaixo-assinado pede mais atenção dos governos municipal, estadual e federal sobre o assunto não só em Marília, mas em todo o Brasil.

O bispo diocesano de Marília, Dom Osvaldo Giuntini, diz que a causa é nobre e que a comunidade cristã deve apoiar. “A iniciativa não é da Igreja em si, mas a vemos com muito interesse. Existe uma grande necessidade de salvar a juventude, tão ameaçada pelas drogas.”

Giuntini diz que a Igreja tem realizado há anos um trabalho de conscientização dos adolescentes nas missas e, principalmente, na catequese. Além disso, a Igreja também conta com o projeto Vida Nova, com casas para a reabilitação de adultos viciados. Em Marília, cerca de 15 dependentes são atendidos.

Impasse
A clínica de reabilitação para o tratamento de crianças e adolescentes em Marília é uma exigência da Justiça local, que concedeu uma liminar à Promotoria da Infância e da Juventude.

Em julho, o BOM DIA divulgou, com exclusividade, o caso da adolescente P.I.C.O., 15 anos. Viciada em crack, ela recorreu ao Ministério Público para se curar. A jovem chegava a se automutilar durante as crises de abstinência da droga.

Assim como ela, todos os dias, praticamente, a Promotoria entra com ações exigindo tratamento para dependentes que não têm onde se tratar, diz o promotor Jurandir Ferreira.

“Situações do tipo têm se tornado cada vez mais comuns, e infelizmente o Brasil inteiro ainda não despertou para esta questão”, lamenta.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)