Combate às drogas é desafio

Diário do Alto Tietê
Unidades da região mostram as dificuldades que encontram, principalmente quanto à estrutura para trabalho.

Casos de agressões físicas, maus tatos, abandono e drogadição envolvendo crianças e adolescentes tem sido constante na região. Os Conselhos Tutelares de Poá e Ferraz de Vasconcelos chegam a registrar cerca de 30 denúncias por dia.

Ontem foi comemorado o Dia do Conselheiro Tutelar, porém de acordo com declarações das representantes municipais, o setor carece de maiores investimentos por parte do poder público, como infraestrutura e clínicas votadas ao tratamento de dependentes químicos.

O quadro foi constatado pela presidente do Conselho Tutelar de Poá, Raimunda Ivanilde, que apontou a falta de uma clínica especializada em tratamento como o maior problema. “Nós não temos para onde encaminhar a demanda, que tem crescido a cada dia”.

De acordo com Raimunda, a pauta de necessidades está sendo levada para discussão junto à prefeitura da cidade. Contudo, diz que o processo é lento. “É uma luta social que deve ser enfrentada com coragem e determinação”, disse.

Segundo a conselheira tutelar de Ferraz de Vasconcelos Selma Medeiros Pimentel, o município ainda engatinha no que diz respeito a políticas públicas votadas para as crianças e adolescentes. “Não há políticas de assistência social, nem mesmo o direcionamento de verbas para rever os problemas sociais no setor”, disse ela. Além disso, ela reclamou da estrutura oferecida pelo governo municipal.

“É muito pouca, precisamos de mais estrutura. Não temos computador e Internet. Tem muita coisa para melhorar”, ressaltou.
Em Mogi das Cruzes, sobretudo no Conselho Tutelar de Brás Cubas, comandado por Flávia Cristina Mello de Sousa, o principal desafio é diminuir a drogadição entre os adolescentes. “Isso é um gargalo para ser superado com urgência”, disse.

Em contrapartida, Flávia ressaltou que a estrutura oferecida pela prefeitura é de alto padrão, pois conta com carro, motorista, salas, computador e Internet. “Porém, estamos também lutando por conquistas trabalhistas que ficaram arquivadas”, contou.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)