Prefeitura vai pedir 40 leitos

A Notícia
Solicitação faz parte de lista que será apresentada ao governador eleito.

A criação de 40 leitos para desintoxicação de usuários de crack e outras drogas no Hospital Regional de Joinville vai ser pleiteada pela Prefeitura de Joinville em reunião das secretarias de Desenvolvimento Regional das regiões Norte e Nordeste com a Secretaria de Estado da Saúde, na terça-feira, ou em audiência a ser solicitada com o governador eleito Raimundo Colombo (DEM).

A necessidade dos leitos voltou a ser ressaltada ontem, em reunião para a elaboração do Plano Municipal de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, que contou com a presença da secretária nacional de Políticas Sobre Drogas (Senad), Paulina Duarte.

Segundo Maria Ivonete Peixer, chefe de gabinete do prefeito Carlito Merss, a criação dos leitos será incluída na pauta de reivindicações ao governador eleito. Por determinação do Plano Nacional de Enfrentamento ao Crack e Outras Drogas, só os hospitais gerais – no caso de Joinville, o Hans Dieter Schmidt, administrado pelo Estado – podem se inscrever em editais do Ministério da Saúde para receber recursos para novos leitos.

“A União disponibilizou R$ 140 milhões para o plano nacional, boa parte para a implantação dos leitos em hospitais e clínicas. Depende das cidades e Estados demonstrarem interesse e preencherem os requisitos dos editais. O recurso para um leito de desintoxicação é o dobro de uma internação comum”, destacou Paulina.

Na reunião, as secretarias municipais de Saúde e Assistência Social reforçaram a cobrança por vagas mantidas com dinheiro público em comunidades terapêuticas. Segundo Maria Ivonete, a Prefeitura já fez o pedido dessas vagas por meio de edital e aguarda o resultado, que deve sair no fim do mês.

A capacitação de profissionais de diversas áreas para lidar com dependentes químicos e a criação de casas para abrigo de usuários em situação vulnerável também estiveram na pauta. A capacitação depende de ter um professor de universidade pública credenciado para ministrar aulas. A criação das casas de abrigo é mais complexa e passa pela disponibilização de espaço e de ter os funcionários treinados, segundo Paulina.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)