Álcool é o vilão de acidentes

A Tribuna do Brasil
Em 30 meses, a Operação Bafômetro flagrou mais de 18 mil e prendeu 4 mil

O Departamento de Trânsito (Detran) do Distrito Federal divulgou ontem o balanço dos relatórios da Operação Bafômetro, realizada desde 2005, e os destaques dos 30 meses em que vigora a Lei Seca em todo o País. O relatório trouxe um dado alarmante: Mais de 95% dos condutores envolvidos em acidentes de trânsito foram autuados por dirigirem alcoolizados. As infrações de trânsito que mais tiveram registros este ano foram o desrespeito à sinalização, com 1,3 milhão de ocorrências, não usar o cinto de segurança (48.782) e dirigir falando no celular (41.134).

A Lei Seca entrou em vigor em 20 de junho de 2008, e desde então 18.331 condutores foram autuados por dirigir sob influência de álcool, uma média de 20 por dia. Destes, mais de quatro mil foram presos. De janeiro a 20 de dezembro de 2010, o número de condutores alcoolizados foi de 797, 228 a mais em relação a todo o ano passado. Em relação aos veículos recolhidos pelo departamento, houve uma diminuição de 19.059 em 2009 para 15.766 neste ano.

O ano de 2009 foi o que apresentou o menor número de mortes no trânsito nos últimos três anos e o terceiro menor número dos últimos 20 anos no DF. As multas aplicadas este ano alcançaram um total de 438.127, fora as que ainda estão em processamento.

Segundo o diretor de segurança de trânsito do Detran, Silvain Fonseca, a mudança na lei viabilizou a abordagem dos agentes. “Antes era desconhecido o uso do bafômetro. Para saber se um condutor estava alcoolizado a polícia deveria encaminhá-lo para o IML para o exame de sangue. Mas desde 2006 a abordagem foi simplificada, inibindo a combinação álcool e velocidade”, afirmou.

Mesmo com os dados satisfatórios, a falta de agentes de fiscalização inviabiliza o trabalho do Detran e da Polícia Militar. “Os agentes deveriam acompanhar o crescimento da frota, ficando um para cada 100 mil veículos. Hoje somos apenas 900 somados aos agentes da PM”, ressaltou Silvain Fonseca. Mesmo com a dificuldade, o trabalho realizado em todo DF é referência nacional quanto à Lei Seca.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)