Tolerância ao álcool varia de indivíduo para indivíduo

Correio do Brasil
A festa de Ano Novo acaba influenciando o consumo abusivo de bebidas alcoólicas e, conseqüentemente, expondo os consumidores aos seus desdobramentos, entre os quais, acidentes de trânsito, violência, afogamentos, entre outros problemas de saúde graves.

O uso nocivo de álcool tem exercido papel preponderante no agravamento das estatísticas de acidentes na época das festividades, na medida em que provoca diversos efeitos nas pessoas, que se estendem desde a desinibição social e relaxamento até a sonolência, fala pastosa e coma.

Apesar da severidade dos efeitos aumentar em relação direta com o acréscimo do consumo de álcool, pode haver perda de reflexos e prejuízos no julgamento crítico a partir da ingestão das primeiras doses, já que a tolerância ao álcool varia de indivíduo para indivíduo.

A combinação de bebida alcoólica e banho de mar também pode tornar-se perigosa, principalmente quando associada à imprudência e desconhecimento das áreas de perigo nas praias. Estatísticas apontam que, em 2007, 44,9% das vítimas de afogamentos estavam embriagadas.

Em época de festividade, outra conseqüência frequente é a ressaca do dia seguinte. Os especialistas reforçam que o uso de medicamentos utilizados para preveni-la não é eficaz e, pior, pode potencializar a ação lesiva do álcool sobre a mucosa gástrica.

Este tipo de remédio pode, ainda, agravar a inflamação do estômago e piorar as náuseas e vômitos, caso contenham o ácido acetil-salicílico.

É muito comum subestimar os efeitos duradouros do álcool no corpo. Alguns acreditam que parar de beber ou tomar um copo de café podem torná-los aptos a dirigir com segurança. A verdade é que o álcool continua a afetar o cérebro, mesmo após a última dose, prejudicando a coordenação e a capacidade de julgamento até mesmo horas depois da ingestão de bebidas alcoólicas.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)