O desejo de parar

Paraná On-line
Há alguns anos, por volta da metade do século XX, o cigarro era produto de luxo e só os mais elegantes podiam se exibir em grande estilo.

O desenvolvimento da propaganda e marketing ajudou o produto a se valorizar e a ganhar espaço em muitos países e passou a ter uma função social, emocional ou simbolizar algo.

Com o passar do tempo, o cigarro se tornou objeto de consumo comum e hoje é alvo de médicos e especialistas da saúde devido a suas reações negativas no organismo humano e a dependência química. Segundo pesquisa realizada pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), muitos fumantes preferiram deixar de lado o vício, atitude que não é nada fácil. Desde 1989, houve uma queda de 45% na população de fumantes com mais de 18 anos no Brasil.

O hábito de fumar é considerado uma característica negativa por muitas pessoas, no processo de busca por um parceiro. Este vício é prejudicial não apenas pelos gastos que gera, mas também pelo cheiro que incomoda e a impossibilidade de frequentar determinados ambientes. É importante lembrar que a maioria dos fumantes não abre mão do hábito em função do companheiro.

Acreditar que com o tempo isso pode ser deixado de lado pode gerar muitas frustrações. Quando a pessoa começa um namoro ou casamento com um fumante, precisa ter consciência que esta é uma característica da pessoa que não vai mudar e não deve ser motivo para futuras brigas, pois a opção de começar um relacionamento com uma pessoa com este hábito é de cada um.

O cigarro ocupa “lacunas” na vida de uma pessoa que não são simples de serem preenchidas. Além disso, é muito difícil explicar ao inconsciente de nosso cérebro que fumar faz mal a saúde e pode prejudicar o corpo em alguns anos. É preciso algo maior.

O futuro ex-fumante precisa ter um grande objetivo para fazer valer sua vontade racional e substituir a sensação de calma e prazer que o cigarro oferece. A dica para aqueles que pretendem não incluir mais no orçamento do mês a conta do cigarro, que inclusive pode chegar a R$1.500,00 por ano, segundo estimativa da Pesquisa Especial do Tabagismo (PETab/IBGE), é buscar no trabalho, no esporte ou no amor, a força para desviar a vontade de “só mais um cigarrinho”.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)