PMA oferece atenção especial a usuários de drogas

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Entende-se por ´vício´ toda ação maligna ou prejudicial que se torna habitual. Pensando no tratamento de pessoas quimicamente dependentes, a Prefeitura Municipal de Aracaju (PMA), através da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), mantém o Centro de Atenção Psicossocial (Caps) Primavera, ou Caps AD (Álcool e Drogas) como é conhecido.

Os usuários recebem orientação e acompanhamento médico e psiquiátrico, e também podem participar de diversas oficinas. São ações que visam à retomada da qualidade de vida do cidadão. Nessa situação, o apoio da família é fundamental, sendo parte integrante do processo de tratamento.

O Caps AD é um serviço ´porta aberta´, ou seja, para ser atendido não é preciso nenhum tipo de encaminhamento. “Mas a pessoa tem que querer”, lembra o coordenador da unidade, André Calazans. Segundo ele, livrar-se da dependência, seja ela de drogas ilícitas, como maconha, cocaína e crack, ou lícitas, como o cigarro e o álcool, não é fácil. “Não é fácil, mas não é impossível”, reforça André.

Assim que o usuário ingressa na unidade, é feita uma avaliação psiquiátrica. Caso seja necessário, ele recebe, no próprio Caps, o medicamento indicado. Logo em seguida, o usuário é encaminhado para uma avaliação clínica e segue para a análise psicológica.

Oficinas

No local também são oferecidas várias oficinas como tratamento paralelo. A manhã é dedicada a atividades de desenvolvimento da consciência corporal, como yoga, já que o vício torna as pessoas ansiosas e agitadas. O objetivo é que elas conheçam o próprio corpo e aprendam a se controlar. “Essa oficina dá um bom suporte para as outras atividades”, explica André.

À tarde, os usuários participam de diversas oficinas, a maioria realizada com o objetivo de criar uma nova fonte de renda para os cidadãos atendidos. “Tem pessoas que saem daqui com um emprego, vão trabalhar com silkscreen, por exemplo. Tem também o artesanato hippie, que gera renda”, conta o coordenador.
O Caps AD oferece ainda atividades de Teatro do Oprimido, conversa de quintal e arteterapia. As famílias também têm sua importância reconhecida no tratamento. Elas participam de reuniões, grupos e orientações sobre como agir e ajudar o usuário. Para André, não basta apenas tirar a pessoa de perto das drogas. “Temos que dar instrumentos para a pessoa saber, se tem de ficar longe, como ficar longe, e se tem de ficar perto, como ficar perto”, diz.

Questão social

André lembra que as drogas, incluindo o álcool, são um problema social, e que não há como afastar-se delas. “Elas são uma realidade e é preciso discutir o assunto com a sociedade. As pessoas acham que conhecer é estimular, mas não é assim. As primeiras experiências estão na adolescência e nós temos que preparar os jovens para isso, seja como for”, defende o coordenador.

Atendimento

Localizado na rua Guarapari, bairro Atalaia, o Caps AD recebe uma média de 100 pessoas por mês. O atendimento acontece de segunda a sexta-feira, da 7h às 15h. O espaço tem capacidade para atender até 220 pessoas e tem como público principal jovens de 18 a 30 anos. A equipe é formada por 20 profissionais, entre médicos, psicólogos, oficineiros, enfermeiros e outros.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)